[[legacy_image_221987]] Não há qualquer dúvida: a quinta temporada de The Crown, que chegou nesta semana à Netflix, é a produção de tevê mais esperada – e também a mais comentada – do ano. E isso vale para o bem e para o mal, já que o show tem sido criticado por fugir do tom e da fidelidade biográfica para cair no novelão cheio de intrigas e fofocas. E é verdade. Nesta temporada, as coisas parecem um tanto quanto desorganizadas. Mas cabe a reflexão: talvez tão desorganizadas como estivessem a própria vida da rainha e a imagem da monarquia em meio aos escândalos envolvendo Charles e Diana, Andrew e Sarah Ferguson e, por fim, a trágica morte da ex-princesa Diana em um acidente que nunca ficou completamente desvinculado da família real. É este momento de caos que a nova temporada retrata. Se falta coerência, é porque naquele momento havia tudo menos coerência. A produção, de forma muito sábia, tira completamente o foco da rainha Elizabeth (agora vivida pela atriz Imelda Staunton, a Dolores Umbridge de Harry Potter) e o joga sobre Diana, Charles e seu entorno. Essa mudança, aliás, faz muito sentido, já que o nome da série é The Crown (a coroa) e não The Queen (a rainha). A atriz Elizabeth Debicki, que vive Diana, consegue passar toda a personalidade confusa e problemática que era a marca de Diana naquele período pós-divórcio de Charles. Já Dominic West, o ator inglês que vive Charles, é bonito demais para o papel, mas também eficaz em transmitir ao público a enorme frustração que vivia naquele momento. Quem também tem espaço na nova temporada é a irmã mais nova de Elizabeth, a princesa Margaret, que tenta reviver seu amor da juventude por Peter Townsend (nesta fase vivido pelo ótimo ator Timothy Dalton, que personificou o agente James Bond em dois filmes nos anos 1980). A melhor forma de encarar a nova temporada de The Crown é não tentar acompanhar como se tudo aquilo fosse História com “H” maiúsculo. As liberdades históricas são imensas e todas elas dão a todos aqueles acontecimentos um pouco de contemporaneidade, com reflexões sobre famílias tóxicas, os males das celebridades e o processo de envelhecimento. Uma dica: após assistir aos dez episódios de The Crown, experimente o filme A Rainha, de 2007, que deu a Helen Mirren o Oscar de Melhor Atriz e que foca sua narrativa praticamente no mesmo momento histórico, a morte da princesa Diana. Complementa de forma perfeita sua compreensão desse momento. Nota do crítico: +++++ +++Jimmy Kimmel no OscarO apresentador Jimmy Kimmel será o apresentador da cerimônia do Oscar em 2023, marcando sua terceira participação na festa. A 95a edição da premiação vai acontecer no dia 12 de março no Teatro Dolby, em Los Angeles (EUA). Os indicados serão anunciados no dia 24 de janeiro.Shawn Levy em Star WarsO diretor Shawn Levy, da série Stranger Things e de filmes como Uma Noite no Museu e Deadpool 3, está em negociações com a Disney para dirigir um filme da franquia Star Wars. Nada se sabe, ainda, sobre esse projeto ou quem estaria ligado a ele, mas está claro que o filme será lançado diretamente no serviço de streaming Disney+. Há diversos filmes de Star Wars em desenvolvimento na Disney, incluindo os dirigidos por Taika Waititi (Thor Ragnarok), Patty Jenkins e Damon Lindeloff. O último longa-metragem da franquia lançado nos cinemas foi A Ascenção Skywalker, em 2019.