[[legacy_image_251237]] Quando chegou às telas, em 2015, Creed representou uma ótima “continuação” para a saga do lutador de boxe Rocky Balboa, agora já idoso, treinando o filho de seu primeiro rival e depois melhor amigo, Apollo. O segundo filme continuou tendo como referência os longas originais, com o antagonista, filho de Ivan Drago, o homem que matou o pai de Adonis Creed no ringue e foi derrotado, dentro da União Soviética, por Rocky. Na última semana, chegou às telas a terceira parte da saga que começa a ter seu próprio conteúdo realmente original. Para começar, não temos Rocky Balboa na trama. Sylvester Stallone aparece apenas como o produtor executivo do filme. O tema clássico de Bill Conti, que acompanha os fãs há 45 anos, é pouquíssimo ouvido. Também não estamos na Philadelphia, terra de Rocky. Não é pouca mudança. E, para ser franco, apesar de adorar quase todos os filmes da série Rocky (menos o quinto, que é horrível), acho muito saudável que Creed siga caminhos diferentes e desenvolva personalidade. O novo longa tem potencial para conquistar seus próprios fãs sem desagradar quem gosta de Rocky (a não ser o próprio Stallone, que vem criticando o caminho seguido pela franquia que ajudou a criar, por considerá-lo negativo demais). A história começa com Adonis Creed aposentado. Ele conquistou tudo o que podia, unificou o cinturão dos pesos-pesados, honrou o legado de seu pai e, então, resolveu curtir e dedicar seu tempo à esposa, agora uma produtora musical, e à filha, deficiente auditiva. Seus dias se resumem a esse contato familiar e a eventuais aparições públicas para homenagens e compromissos publicitários. A vida com que ele sempre sonhou, coberta de glória e de respeito por seu legado. Mas é óbvio: um novo desafio surge. Damian Anderson, que passou as últimas décadas atrás das grades por um crime do qual Adonis também teria participado, ganha as ruas com sede de vingança contra o antigo companheiro. Quando foi preso, em uma noite definitiva na trajetória de ambos, Damian estava no caminho para vencer um torneio amador e iniciar uma carreira promissora no boxe profissional. É o antigo amigo que Damian culpa. Afinal, Adonis viveu a vida e a glória que, em sua opinião, ele próprio estava destinado a viver. É claro que o confronto vai levar a uma luta entre os antigos amigos. E aí embarcamos na dinâmica já tradicional, com provocações, treinos, superação e o auge, que é a luta. Chama a atenção, entretanto, o frescor que a ausência de Stallone dá ao modo como Creed foi filmado e editado. Esse jeito diferente de apresentar todo o caminho – e especialmente a luta em si – é mérito de Michael B. Jordan, protagonista que estreia na direção. Destaque ainda para o ator Jonathan Majors, que vive o antagonista da história e quase rouba os holofotes com sua atuação feroz. É um filme que fecha a história de Adonis Creed com muita competência e que vai te fazer torcer quase na pontinha da cadeira do cinema. Dica: assista em tela grande. A experiência será completamente outra!Nota do crítico: +++++ +++Star WarsOutra estreia que causou muito impacto na última semana foi a da terceira temporada de The Mandalorian no Disney+. A série mais relevante em audiência sobre o universo de Star Wars volta mostrando o personagem de Pedro Pascal retornando ao seu planeta natal, Mandalore, para acertar as contas com o passado, acompanhado de Grogu (sim, aquele adorável Baby Yoda que virou ícone da cultura pop atual). Vale assistir, principalmente se você for fã da franquia. Oscar 2023No próximo domingo, acontece a festa do Oscar. Eu e a colega Bárbara Farias faremos nossas aposta s sobre os vencedores aqui na coluna. Alguns prêmios deste ano são uma verdadeira barbada, enquanto há categorias em que, a uma semana do prêmio, fica impossível de cravar um favorito. A festa vai ser transmitida pelo canal pago TNT e também, como virou tradição nos últimos anos, pelo streaming Globoplay.