[[legacy_image_263556]] Em algum momento da vida, é normal sentir uma diminuição no desejo sexual. Mas, quando isso se torna constante, pode afetar a autoestima e o relacionamento. Se você acha que o sexo caiu na rotina ou que faltam estímulos na “hora H”, saiba que existem várias estratégias para aumentar (ou resgatar) a libido. De acordo com a terapeuta sexual Joyce Lima, a perda do desejo é algo que, embora possa acontecer tanto com homens quanto com mulheres, costuma ser mais frequente na população feminina. A falta de libido pode ser causada por uma série de fatores, desde questões emocionais e psicológicas até aspectos fisiológicos e medicamentosos. Joyce ressalta que a libido baixa pode ser considerada uma disfunção sexual conhecida como Desejo Sexual Hipoativo (DSH). “Essa condição tem como gerar impactos significativos na vida da pessoa. Entre eles, pode afetar a autoestima, o relacionamento e o próprio parceiro (a). Também se mostra capaz de levar a problemas de saúde mental, como estresse, alterações de humor, depressão e ansiedade”. Reacendendo a chamaPara aumentar o desejo sexual, Joyce Lima recomenda combinar alguns cuidados com um processo de tratamento individualizado, com acompanhamento de um profissional especializado, como psicoterapeuta e terapeuta sexual. “Isso vai auxiliar no autoconhecimento emocional e do próprio corpo, trabalhando desde a compreensão da sexualidade até exercícios sensoriais”, explica. A especialista também enfatiza que não existe uma fórmula mágica ou remédios milagrosos para aumentar a libido, já que cada corpo e mente são únicos. “O tratamento para a DSH requer uma abordagem individualizada”, reforça a terapeuta. Entre os principais fatores que podem levar à diminuição da libido estão:Estresse. Ele pode afetar negativamente a libido, ainda mais se for crônico, pois costuma favorecer desequilíbrios hormonais e uma redução no fluxo sanguíneo para os órgãos sexuais;Problemas hormonais. É fato: os hormônios desempenham um papel importante no desejo sexual. Níveis baixos de testosterona, por exemplo, podem diminuir a libido tanto em homens quanto em mulheres;Uso de medicamentos. Algumas drogas, como antidepressivos e anti-hipertensivos, podem ter efeitos colaterais que afetam o desejo sexual;Envelhecimento. À medida que as pessoas envelhecem, é comum que haja uma diminuição natural da libido, devido a mudanças hormonais e outras questões de saúde;Ansiedade e depressão. Problemas emocionais como ansiedade e depressão podem afetar a libido, porque tendem a diminuir a autoestima e a confiança. Experimente!Há algumas formas de aumentar a libido. Confira duas a seguir e complemente a lista de táticas lendo o artigo. Sinta mais, pense menos, da terapeuta sexual e de casais Márcia Atik.Praticar atividades físicas. O exercício regular pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar o fluxo sanguíneo, o que contribui para o incremento da libido;Ter uma alimentação saudável. Uma dieta equilibrada e nutritiva ajuda não apenas a melhorar a saúde em geral. Ela costuma elevar o nível de energia e a libido. Sinta mais, pense menos por Márcia Atik, terapeuta sexual de casaisO sexo é um elemento do nosso processo de desenvolvimento e, ao contrário do que muita gente pensa, ele independe da idade. Portanto, os encontros sexuais podem (e devem) durar a vida toda, já que o desejo faz parte do ser humano. O que acontece é que geralmente o sexo vem carregado de preconceitos, de malícia e de crenças erradas que interferem nesse encontro de duas pessoas que se desejam. Sendo que deveria ser algo natural, e que tenderia a ser bom e prazeroso desde que os dois se permitissem deixar seus corpos livres para fluir, se sentir e estabelecer uma espécie de “conversa”. Pela minha vivência no consultório, reparo que as grandes questões ligadas ao sexo são as mesmas nas mais diferentes idades e tanto em casais héteros quanto homoafetivos. As pessoas estão racionalizando demais a sexualidade, de modo que algo que deveria ser instintivo vira uma prova, um vestibular. E isso atrapalha o desempenho sexual. Noto que há uma falta de comunicação entre as pessoas que se desejam. Parece que existe uma competição entre elas, com um exigindo do outro – o tempo inteiro – a satisfação dos seus desejos. Enquanto, na verdade, cada um deve ser responsável pelo seu desejo e pelo seu prazer, percepção que deixa a troca sexual muito mais natural e gostosa. Falando especificamente das mulheres, a questão mais comum é a dificuldade para ter orgasmo. O que costuma ser algo emocional, porque a mulher tem se distanciado do seu corpo, até como um reflexo da cobrança social excessiva pelo físico perfeito. Em relação aos homens, os dilemas mais recorrentes ainda são a disfunção erétil e a ejaculação precoce. Nas duas situações, há aspectos físicos que pedem avaliação médica. Só que a grande maioria dos casos está calcada no ritmo corrido de vida e em o homem se impor uma cobrança para atender as expectativas sociais. A disfunção erétil acaba tendo bastante a ver com ansiedade, já a disfunção erétil pode estar ligada a um sentimento de impotência diante de tantas exigências sociais. Qual seria a solução para mulheres e homens? Cada um voltar o olhar para o seu interior, tentar conhecer melhor o seu corpo e encará-lo como ferramenta do prazer, apropriando-se dele em termos de sensibilidade e sensorialidade. E tirando o foco da necessidade de ter uma performance sexual hollywoodiana. Terceira idadeAproveito para chamar a atenção para a sexualidade na terceira idade. Ela pode ser muito mais sábia, e deveria ter bem mais a ver com sentir o corpo (seu e do outro). Mas, infelizmente, o idoso toma como padrão a sexualidade de quando era jovem e, por não conseguir mais uma ereção tão vigorosa, tende a se fechar para o sexo – que, como disse no começo do texto, deveria durar a vida toda.