[[legacy_image_251304]] Imponentes, funcionais, aconchegantes... Esses são só alguns dos adjetivos que caracterizam dois estilos de sofás que se firmaram como mobiliários indispensáveis para uma arquitetura de interiores que busca, cada vez mais, versatilidade e praticidade em sincronia com o estilo e o conforto. Os sofás-ilha e retráteis trazem consigo um grande leque de funções e aplicações, graças à pluralidade de opções que esses móveis apresentam dentro de projetos distintos. Para entender melhor as especificidades de cada um, a arquiteta Daniela Funari, à frente do escritório que leva seu nome, explica conceitos, traz orientações e apresenta, por meio de seus projetos, a utilização das peças que se tornam verdadeiras protagonistas das salas onde estão. Resolvendo o home theaterO momento de aproveitar um filme ou uma série vem ganhando um peso cada vez maior. Assim, uma grande tendência na arquitetura de interiores residencial é proporcionar um ambiente de descompressão, onde a televisão e o sofá forneçam um ninho de aconchego para esses momentos em que a imaginação pode voar. Nesse contexto, os sofás-retráteis são de extrema importância para garantir uma acomodação que assegure a saúde das costas. “O sofá-retrátil é, sem dúvida, uma ótima escolha para ambientes que precisam ser mais confortáveis”, indica a arquiteta. Ela salienta que a peça fica ótima quando a prioridade é compor o ambiente com a TV, estando em um home theater ou não – por exemplo, com sofás de frente para a TV da sala de estar ou living. Para auxiliar na escolha de um sofá-retrátil que seja apropriado e garanta uma circulação fluida pelo ambiente, a profissional indica optar por caixas (parte traseira do sofá) menores, deixando, desse modo, o mobiliário mais compacto. Além disso, vem se tornando comum que o encosto retrátil seja elétrico, o que facilita os momentos em que o mobiliário se comprime e diminui a sua expansão. Outra recomendação fundamental diz respeito à coloração da peça: “por se tratar de um mobiliário grande, a cor neutra é uma escolha curinga”, sublinha a arquiteta que se utiliza da paleta de cores para criar uma atmosfera personalizada a cada projeto, seguindo as especificidades de cada móvel e a composição pedida pelos clientes. Já para a decoração, almofadas e mantas são itens fundamentais e de ótima assimilação do móvel! MultifuncionalidadeOutro mobiliário que conquista cada vez mais admiradores é o sofá-ilha, por se tornar um oásis de relaxamento em qualquer projeto integrado e proporcionar múltiplas funcionalidades de utilização do espaço, assim como por favorecer um jogo estético que inclui mais de um cômodo. “Deve-se primeiro avaliar a planta do ambiente para entender se ele cabe e de qual forma pode compor o layout”, orienta Daniela Funari. Como ponto de partida, é valioso compreender que um sofá-ilha é capaz de atender mais de um espaço e precisa ser analisado no todo. A peça possui diversas composições, geralmente com um encosto servindo para os dois lados. Porém, é comum encontrar sofás onde um dos lados é fixo e o outro, retrátil – nesse caso, vale deixá-lo virado para a TV, explorando ainda mais sua potencialidade de função. “Gosto de trazê-lo em um tom suave, pois, como é um mobiliário grande, ele preenche bem a superfície visual do ambiente. Então, eu prefiro não o deixar tão chamativo”. Tamanho da TVOutro foco de atenção faz referência ao tamanho da tevê e sua distância em relação ao sofá: avalie a posição da cabeça do usuário no encosto e não na ponta do móvel. É importante contar com um profissional para garantir que as medidas sejam adequadas para o bem-estar corporal e ocular das pessoas. Há também algumas contraindicações para o mobiliário, como sua difícil adequação a ambientes pequenos, devido ao grande dimensionamento da peça. “Ademais, projetos arquitetônicos mais clássicos podem destoar desse tipo de mobiliário, dado que o design dos sofás-ilha geralmente é mais moderno e contemporâneo”.