[[legacy_image_344644]] Precursora do conceito no Brasil, a psicóloga organizacional Patrícia Ansarah explica que segurança psicológica no trabalho é um modelo de gestão que estimula o alto desempenho de equipes e auxilia na construção de um espaço seguro, no qual as pessoas podem falar, assumir riscos e cometer erros sem medo de consequências negativas. Isso estimula inovação e crescimento. Este conceito, estruturado pela engenheira e cientista comportamental de Harvard, Amy Edmondson, no final dos anos 1990, ganhou o mundo, segundo Patrícia, quando a gigante Google resolveu investigar porque seus times tinham níveis de engajamento e de desempenho diferentes mesmo fazendo parte de uma mesma cultura, considerada uma das mais atrativas do mercado, com “os melhores talentos” . Em sua pesquisa, a Google encontrou os estudos de Edmondson e os difundiu. Entre os elementos defendidos pela pesquisadora está a valorização da diversidade na empresa. Para isso, segundo Patrícia Ansarah, é preciso incluir práticas e rotinas que escutem ideias, questionamentos e perspectivas diferentes sem rejeição. “Isso em si é um imenso desafio quando a gente foi treinado ao longo da vida a dar mais respostas certas do que a correr o risco de se expor e ser julgado, a dar mais direção do que a perguntar possibilidades de caminhos. O exercício da humildade e do desapego daquilo que a gente acha que já sabe, é o primeiro passo para que novos pensamentos sejam incluídos e novas ideias surjam coletivamente”. ConfiançaA psicóloga também destaca a criação de vínculos de confiança como um ponto importante do processo. “Acreditar que a pessoa que trabalha com você vai fazer o que foi combinado dentro do padrão de qualidade esperado é um exercício de confiança. Para que isso aconteça, é preciso desenvolver recursos internos que me ajudem a lidar com o que é diferente, ou com as adversidades. Só assim, consigo deixar de querer fazer tudo do meu modo e passar a incluir a outra pessoa nas tomadas de decisão. Quando isso acontece, as pessoas ganham autonomia, se engajam mais e estão mais dispostas a contribuir e a se auto responsabilizar pelo sucesso do time”. No entanto, ela ressalta: “criar vínculos de confiança demanda tempo, vontade e curiosidade pelo outro e isso só é possível se no dia a dia, houver uma dinâmica onde as pessoas possam verdadeiramente se conhecer para se conectar e acreditar um no outro” O conceito elenca sete elementos propulsores para um clima positivo em que os funcionários sejam produtivos, inovadores e realizados.