[[legacy_image_156878]] Você já perdeu seus óculos e, depois de procurar pela casa inteira, os encontrou em sua cabeça? Às vezes, esquece o nome de pessoas que acabou de conhecer ou quase sempre se pergunta: “Será que tranquei a porta de casa?” Se isso é frequente no seu dia a dia, provavelmente você já ficou aflito. Mas será que precisa se preocupar mesmo? Normalmente, a nossa rotina demanda uma enorme quantidade de informação. Vivemos um estilo de vida tão rápido e acelerado que, muitas vezes, esses esquecimentos estão relacionados, na realidade, com a atenção, não com a memória. “Você guarda a chave e nem está prestando atenção no que faz. Isso acontece porque já é uma atividade automática para você, em que não precisa usar a memória e ficar prestando tanta atenção, pois está no nosso dia a dia. Chamamos isso de memória de trabalho”, explica Ari Brito, neuropsicó-logo e professor. Estresse + ansiedadeO especialista afirma que o estresse e a ansiedade são inimigos da memória. “O estresse reduz a quantidade de oxigenação do cérebro, gerando uma dificuldade na comunicação entre os neurônios – as sinapses – e, assim, há a falta de atenção. Quanto menos você estressar, melhor será a sua memória”, explica. Por isso, ter aqueles pequenos esquecimentos, desde que não tão recorrentes, é natural. Mas deve-se ficar atento aos sinais gradativos, principalmente se você já sofreu uma lesão de alto impacto, como um acidente de carro. Respeite a constânciaPara mantermos a memória saudável, a qualidade de vida é essencial. “Precisamos de uma alimentação regulada e de uma boa respiração. O excesso de açúcar é extremamente prejudicial. Pessoas que são sedentárias e se alimentam mal geralmente possuem mais dificuldade na questão cognitiva e na memória”. Outro fator para ajudar o cérebro é a repetição de informações e a sua parte prática. Pois assim, ele irá entender que essa informação é importante e precisa estar acessível. As palavras cruzadas e o sudoku são alguns exercícios de memória indicados. “Ativar nossa memória todos os dias é muito importante. Vários estudos afirmam que, se forçarmos a nossa memória, ela terá maior atividade e, por consequência, maior longevidade”, afirma o neuropsicólogo e professor. Brito reforça que a constância é necessária. “Não adianta fazer uma palavra cruzada hoje, jogar xadrez e, depois, nunca mais fazer nada. Turbinar a capacidade cerebral é um processo que precisa de constância”. Meditar também é uma prática que pode ajudar na atenção e, consequentemente, na memória. “Quanto mais atenção e concentração a gente tiver, mais o cérebro atua melhor. A respiração correta auxilia na oxigenação do cérebro e melhora a conversa entre os neurônios”.