[[legacy_image_257777]] A vida é como a canção de Lulu Santos: ela “vem em ondas”. Algumas são suaves e agradáveis, nos permitindo até mesmo boiar; outras chegam com tanta força que, além de nos derrubar, existe o risco de sermos tragados por elas, a ponto de nos afogarmos. Nada dura para sempre. Nós sabemos disso, mas esquecemos com frequência, porque, quando “tudo dá errado”, costumamos ter um pensamento pessimista de que será sempre assim. E como lidar com as dificuldades sem cair nesse poço de negatividade? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a psicóloga Carla Andrea Ziemkiewicz, “o pessimismo, a angústia, a tristeza, a insônia ou o excesso de sono e a falta de esperança são sinais de alerta para procurar por um profissional de saúde, como psicólogo, psicanalista e/ou psiquiatra”. A especialista diz que, quanto mais olhamos para nós mesmos, percebemos nossos gatilhos, aprendemos a lidar com as frustrações e, sobretudo, com os nossos desejos, vivendo melhor e com plenitude. Maus momentos costumam alterar a nossa perspectiva dos acontecimentos e muitas pessoas acabam, inconscientemente, enchendo a agenda de tarefas, de atividades, como uma fuga das angústias e insatisfações. Quando estamos muito felizes, temos a perspectiva de que, daqui para frente, tudo será maravilhoso. Se estivermos passando por momentos difíceis, podemos ter a sensação de que isso não acabará nunca. É importante entender que ambas percepções são falsas. Na vida, há tanto tristezas quanto felicidades. Saindo da zona de confortoA dor – assim como a frustração e as experiências difíceis – é fonte de crescimento. Isso porque, quando encontramos obstáculos, também nos deparamos com desafios. “Existe um ditado popular que diz que podemos evoluir pelo amor ou pela dor. Amadurecer é um processo que não termina. Somos seres pensantes capazes de seguir aprendendo com cada circunstância e com cada uma das relações que criamos ao longo da vida”, afirma Carla. Saber encarar as dificuldades não é algo que nasce conosco. Por isso, a princípio, procure não se cobrar tanto. Mas, então, como podemos construir essa capacidade? “Conversar, cultivar amizades, ter curiosidade para aprender coisas novas, criar espaços na agenda para os pequenos prazeres, praticar uma atividade física regularmente e fazer terapia são pequenas grandes coisas que tornam os momentos difíceis aquilo que eles são: momentos”, pontua a psicóloga. Equilíbrio é tudoResiliência é o que precisamos saber/aprender sobre suportar as adversidades. Trata-se da capacidade de se adaptar a situações difíceis ou a fontes significativas de estresse. Na prática, quer dizer que, diante de uma adversidade, a pessoa utiliza a sua força interior para se recuperar e seguir em frente. Como seres humanos, nosso primeiro instinto é fugir da dor. A maioria das pessoas nunca foi ensinada a lidar ou a conviver com o incômodo, só a descarregá-lo, livrar-se dele ou fingir que aquilo não está acontecendo. É nesses momentos em que a resiliência se encaixa. Deve-se buscar um equilíbrio; afinal, não dá para percorrermos caminhos difíceis sem antes olharmos para nós mesmos e os nossos sentimentos.