[[legacy_image_253056]] Desenvolver a autoestima da mulher vítima de câncer de mama é o objetivo do novo projeto social do Atz Day Hospital, em Santos. A ação teve início no Dia Internacional da Mulher, comemorado na última semana, mas promete se tornar permanente, conforme Juliana Guino, gestora do hospital. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Nós sabemos que o câncer de mama deixa muitas cicatrizes. As internas não temos como curar aqui no hospital, mas podemos ajudar a resolver as cicatrizes externas, deixadas pela cirurgia, e dessa forma, fazer com que as mulheres vivam com mais confiança e dignidade por intermédio da técnica da reconstrução areolar”, ressalta Juliana Guino. A responsável pelo procedimento é a dermopigmentadora Lara Daiane Ferreira, paramédica de São Paulo, com mais de oito formações na área, sendo que duas delas lhe permitem licença internacional. “Depois de anos de prática, acabei desenvolvendo minha própria técnica, que já foi usada e aprovada por centenas de pacientes”. Na última semana, duas mulheres - selecionadas pela Associação de Famílias de Rotarianos de Santos (Asfar) – foram contempladas para realizar o procedimento, de forma totalmente gratuita, nas dependências do hospital. A partir do mês que vem, essa ação vai se tornar um projeto social, em que, toda vez que a profissional vier para Santos cumprir a sua agenda particular dentro do Atz Day Hospital, uma mulher será contemplada de forma gratuita com essa camuflagem, que só poderá ser feita um ano após a cirurgia de remoção do câncer de mama e com a liberação do médico. O procedimento é capaz de reconstruir o mamilo por meio da micropigmentação, técnica similar a uma tatuagem estética com técnica de realismo, onde o desenho de uma nova aréola, feito com pigmento próximo à cor natural ou no tom desejado pela mulher, tem efeito 3D. O trabalho também pode ser realizado para corrigir falhas ao redor da aréola. “A recuperação é bem rápida. A paciente terá que usar apenas uma pomada em casa e evitar a exposição ao sol no período de cicatrização”, explica Lara Ferreira. Por meio desse procedimento, as mulheres que passaram por cirurgia podem ter não só os mamilos reconstruídos, mas também as aréolas. Ou mesmo ter a cicatriz da mastectomia coberta. “Iremos atender de forma voluntária, conforme a disponibilidade da agenda da profissional, mas certamente teremos, pelo menos, uma paciente por mês contemplada”, conta Juliana Guino. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), seguido dos tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todo o Brasil, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Para o ano de 2023, foram estimados 73.610 casos novos, representando uma taxa ajustada de incidência de 41,89 casos por 100 mil mulheres.