[[legacy_image_169402]] Esqueça aquela ideia de que o Peru é apenas para mochileiros desbravadores. Sim, está certo o fato de que o turismo no Peru é de bastante aventura, muitas trilhas e caminhadas, mas também se trata de um destino para quem quer fazer uma viagem extremamente confortável. Depois de um bom tempo longe da estrada, talvez o corpo e a mente peçam algo mais tranquilo até a volta da “vida normal”. Ficamos quatro dias no país e contamos aqui a nossa experiência. Pensando em uma viagem confortável, o primeiro passo é evitar grandes jornadas no aeroporto. Por isso, optamos por um voo direto até Lima, capital do Peru. Ficar um dia na cidade pode ser extremamente agradável. Lima é conhecida como capital gastronômica e sua rede hoteleira também é bem servida. Ficamos no Westin Lima Hotel & Convention Center, no Bairro San Isidro, que é bem aconchegante, com todas as mordomias para a retomada de viagens. Está localizado a dez minutos dos principais bairros turísticos, como Miraflores e Barranco, e há alguns comércios no entorno, como restaurantes e grandes lojas de departamento. Por falar em bairros, Barranco é aquele para você passear sem pressa, entrar nas lojinhas e cafés, e admirar as casas antigas. Aproveite o dia para experimentar um dos pratos típicos peruanos, como o tacu tacu con milanesa, e passar pela Ponte dos Suspiros, um local com um ar romântico e que, reza a lenda, realiza desejos se atravessá-la sem respirar. Já Miraflores é o distrito moderno, com lojas e restaurantes famosos. O mais curioso do bairro, que pode até parecer estranho para certas pessoas, é o shopping Larcomar, à beira do Oceano Pacífico, a céu aberto. Em tempos de pandemia, para entrar no Peru, basta apresentar o certificado de vacinação completa, que é emitido pelo Ministério da Saúde, e preencher um formulário on-line alguns dias antes do voo. Atenção na volta ao Brasil: desde o começo de abril, uma portaria interministerial dispensa a necessidade de apresentação de teste de covid-19 a quem vem do exterior, desde que a pessoa apresente comprovante de vacinação contra a doença. Rumo a Machu PicchuCom um voo de 1h20 se chega a Cusco, capital do antigo império inca e ponto de partida para quem quer visitar Machu Picchu e se sentir completo com o turismo no Peru. A cidade é uma mistura de construções incas com igrejas católicas, já que foi invadida pelos espanhóis por volta de 1500. Para sua experiência ficar completa, recomendamos se hospedar em um dos hotéis instalados em uma das construções antigas. Ficamos no Palacio del Inka, um prédio com mais de 500 anos que já foi um templo e, depois, moradia de nobres. Além das instalações espetaculares, o hotel conta com várias obras de arte e oferece um tour todos os dias sobre sua história. Há ainda um spa e aulas de pisco, a bebida tradicional da região. O café da manhã é bem variado e o restaurante do hotel pode ser uma opção de jantar para os dias de maior cansaço. Assim como Lima, Cusco não deixa a desejar no quesito gastronomia. O restaurante Morena, na praça central, é ótimo para provar a culinária local. Cheia de museus, a cidade é um convite para mergulhar na história. Para Machu Picchu, deve-se pegar um trem a partir da estação Poroy, que fica a 20 minutos de carro do Centro. Fomos no trem Vistadome, da Peru Rail. Ele é bem cuidado, com ótimos janelões para ver a vista e bancos confortáveis. Por conta da pandemia, não é possível comer a bordo. Durante o trajeto, dá para avistar os andarilhos que encaram a trilha inca, um percurso de quatro dias para chegar a Machu Picchu. Depois de 3h30, chega-se a Águas Calientes, pequeno vilarejo aos pés de Machu Picchu. Há quem fique hospedado por uma noite na cidade para logo cedo estar em Machu Picchu, mas achamos que não valeria a pena. Ao lado da estação de trem, embarcamos em ônibus que, após uns 15 minutos, nos deixou na entrada de Machu Picchu. Ali é preciso negociar com os guias para entrar no circuito. Pegamos um guia compartilhado com um casal de colombianos por cerca de R\$ 45 por pessoa. Por cerca de três horas, passamos por todos os pontos da cidade sagrada – com certeza, ter um guia faz muita diferença. Datada de 1400, Machu Picchu foi construída a pedido do rei Pachacuti para ser um local sagrado, já que era perto do céu e das divindades da natureza, cultuada pelos incas. Porém, só os nobres entravam ali. Com a invasão dos espanhóis, Machu Picchu foi abandonada e só descoberta novamente em 1911, por um desbravador norte-americano. Machu Picchu também é famosa por ser um local fortemente energizado. Ali há enormes pedras de quartzo, que são capazes de absorver a energia solar e, depois, devolvê-la ao ambiente.