[[legacy_image_257815]] Há 386 anos, o filósofo francês René Descartes cunhou a icônica frase “penso, logo existo”. Agora, avanços recentes na área da robótica tornam cada vez mais factível o dia em que comandaremos tudo ao nosso redor com o poder da nossa mente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A grande dificuldade, nessa área, sempre foi produzir conexões (implantes) que pudessem ser anatomicamente confortáveis e capazes de traduzir os impulsos elétricos do cérebro em comandos. Pouco a pouco, essa barreira vem sendo ultrapassada pela Ciência. Há poucas semanas, pesquisadores australianos apresentaram um protótipo funcional, que atua por meio de uma lente de realidade aumentada (leia também o quadro abaixo). AplicaçõesO equipamento, semelhante a um capacete, exibe quadrados brancos piscando. Ao se concentrar em um determinado quadrado, as ondas cerebrais do operador são captadas por um biossensor e um decodificador traduz o sinal em comandos. Essa tecnologia tem múltiplas aplicações e usos práticos. Com ela, é possível controlar de veículos militares a civis, sejam eles carros, barcos ou drones. Também se aplica a robôs ou computadores, além de finalidades cotidianas, como acionar interruptores de luz ou aparelhos domésticos. Diversos exemplos desses usos já fazem parte de laboratórios e feiras de tecnologia. Para chegar ao cotidiano, como uma ferramenta plenamente acessível, porém, alguns desafios ainda têm de ser vencidos – os quais não dependem apenas da Ciência. Beirando a ficção científica, o que esses componentes prometem é um ser humano dotado de implantes corporais, cada vez mais precisos e minúsculos. ImaginaçãoPara o futuro, pode-se imaginar os pais optando por quais tipos de sensores podem ou não ser implantados no córtex de seus filhos e até mesmo a partir de que idade eles estariam funcionais. Na verdade, não se trata mais de questionar se tais desdobramentos irão realmente acontecer, mas, sim, quando essa tecnologia estará, por assim dizer, na prateleira, no dia a dia. Prevê-se que, em menos de 20 anos, esses implantes já estarão tão miniaturizados a ponto de serem imperceptíveis e, com eles, toda uma série de equipamentos, dos mais simples (como um teclado) aos mais complexos (como um manche de avião), desaparecerão ou existirão apenas como opções redundantes. Para muitos cientistas, essas interfaces cérebro-máquina podem gerar divisões sociais. De um lado, aqueles que podem arcar com os implantes, e de outro, mesmo os que precisam distanciados dessa tecnologia por questões financeiras e, inclusive, políticas. Tais preocupações estão, desde já, em nosso cotidiano. Um futuro em que a linha que separa seres humanos de máquinas vai ficando cada vez mais tênue, um futuro em que pensar será mais do que um exercício introspectivo. Realidade aumentadaQuem passa pelo pontilhão do Canal 5, na faixa de areia, pode visualizar, por meio de um celular ou tablet, todos os detalhes do veleiro inglês Kestrel, que encalhou há mais de 100 anos na orla de Santos. Os destroços, parcialmente enterrados, foram descobertos em 2017. A “mágica” é possível por meio da tecnologia de realidade aumentada. A ideia de reviver o veleiro e colocá-lo à disposição do público foi do secretário municipal de Serviços Públicos, Wagner Ramos, e dopresidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, o jornalista Sergio Willians.