[[legacy_image_297650]] Imagine um mundo onde o som de um aspirador de pó pode causar pânico ou até mesmo a visão de uma simples sacola plástica te transforma em um corredor olímpico. As fobias – os medos exagerados – não são exclusivas dos humanos; nossos queridos pets, principalmente os cães, também podem sofrer com medos intensos e irracionais. Mas a boa notícia é que existem algumas estratégias para ajudar os animais de estimação a superar isso. Entender as fobias caninas é o primeiro passo para ajudar o bichinho. De acordo com o adestrador da Santos Cães Adestramento, Felipe Santos, o medo exagerado de outros cachorros e pessoas durante passeios, além do temor de barulhos como trovões e fogos de artifício, são alguns dos pavores mais comuns. Fora isso, os cães também podem temer lugares desconhecidos, como o consultório do veterinário ou a sala de banho e tosa. Veja a lista completa de fobias frequentes: Barulhos altos:Muitos cachorros têm medo de trovões, fogos de artifício e até mesmo de aspiradores de pó;Estranhos:Alguns cães podem ficar ansiosos ou agressivos na presença de pessoas que são desconhecidas; Objetos:Itens como guarda-chuva, bicicleta ou um carrinho de bebê podem ser fontes de pânico para determinados cachorros;Veterinário:As visitas ao especialista podem ser uma verdadeira provação para certos cães;Carros:O medo de viagens de automóvel tem como tornar as saídas e passeios uma experiência desafiadora. Reconheça os sinaisIdentificar quando um cão possui uma fobia pode ser crucial para o bem-estar tanto do animal quanto do tutor. O adestrador Felipe Santos destaca alguns sinais importantes, como orelhas para trás, rabo entre as patas, corpo curvado, tremores, paralisia, não manter contato visual e pelos do dorso arrepiados. “São sinais importantes para se observar, principalmente quando estamos falando de medo de pessoas e outros animais, para assim evitar um ataque por receio”, explica. Quanto aos fatores que desencadeiam esses pavores, Santos afirma que a genética e o ambiente costumam ser fundamentais. No entanto, a falta de exposição adequada a estímulos quando o cachorro é filhote pode ser o principal fator desencadeante de fobias. Ajude o bichinho a superar um pavor arrebatadorPara tutores que desejam ajudar seus pets no processo de superação das fobias, o adestrador Felipe Santos aconselha a exposição gradual aos estímulos, sempre com associação positiva. “Com o medo de fogos de artifício, por exemplo, eu colocaria na TV sons de fogos de artifício no volume mínimo de modo que meu cão escutaria, mas não demonstraria nenhum sinal de desconforto. Nesse momento, eu brincaria com ele ou daria um alimento do qual gosta muito. Repetiria esse padrão diariamente, aumentando gradativamente o som da televisão, até chegar ao volume máximo e meu pet ignorar esse estímulo”. Entender as fobias caninas pode ser um assunto complicado para pessoas mais inexperientes. Por isso, Felipe Santos diz que contar com a orientação de um adestrador qualificado pode contribuir bastante com o processo de o animal superar os seus medos e ter uma vida mais tranquila. “O adestrador deve identificar os gatilhos e os limites do cão para planejar estratégias de dessensibilização, habituação e sociabilização aos estímulos temidos. Além disso, ele treinará o cachorro e orientará a família sobre como agir diariamente”. Coloque em práticaCompreenda o medo: em primeiro lugar, reconheça e entenda o temor do seu cão. Observe os seus sinais de ansiedade para identificar a raiz do problema; Exposição gradual: uma abordagem comum para superar fobias é o contato gradual com elas. Por exemplo, se o medo envolve barulhos altos, comece tocando sons suaves e aumente o volume gradualmente ao longo do tempo até aquilo não incomodar mais o animal;Refúgio seguro: ofereça um espaço acolhedor para seu cão durante situações de estresse, como uma área com brinquedos e sua cama;Treinamento de obediência: reforçar comandos básicos pode ajudar o cachorro a se sentir mais confiante e seguro em situações desafiadoras;Consulte um profissional: se a fobia do pet for grave e afetar a sua qualidade de vida, considere procurar a ajuda de um treinador de comportamento canino ou de um veterinário comportamental.