[[legacy_image_285023]] Condição degenerativa das articulações, que afeta principalmente as cartilagens que revestem as extremidades dos ossos, a artrose ocupou as manchetes do noticiário nos últimos dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelar a necessidade de ser operado devido à doença. A cirurgia deve ocorrer em outubro. Segundo o ortopedista Luiz Felipe Carvalho, especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa, o aparecimento da artrose “é mais comum com o avanço da idade e pode causar dor, rigidez e limitação dos movimentos nas regiões mais afetadas, como joelhos, quadril e mãos”. O médico explica que a deterioração gradual da cartilagem resulta no atrito entre os ossos, levando à inflamação. “Fatores como envelhecimento, histórico familiar, obesidade e lesões articulares prévias estão associados ao desenvolvimento da artrose”. A condição não é nova para Lula, que está com 77 anos e lida com a doença há tempos. No entanto, recentemente, tem sentido dores no quadril com mais frequência. Segundo Luiz Felipe Carvalho, as infiltrações feitas na última semana por Lula, em alguns casos, podem até reverter a artrose quando a dor está em fase inicial e associada a baixo grau de desgaste. “Trata-se de um dos procedimentos muito utilizados para artrose, que pode ser feito com corticoides, ácido hialurônico e células-tronco”. Ainda de acordo com o especialista, os corticoides ajudam a reduzir a inflamação, mas, a longo prazo, acabam contribuindo para um aumento do desgaste gerado pela artrose. “Esse recurso deve ser usado para tratamento imediato e não como ferramenta única. Já o ácido hialurônico, além de reduzir a inflamação, ajuda a diminuir a evolução da doença, apesar de não regenerar os danos”. Já as infiltrações de células-tronco permitem utilizar partículas da própria pessoa de forma concentrada e, assim, obter os efeitos desinflamatórios e regenerativos. “Com essa técnica, conseguimos reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente, podendo, inclusive, reverter a artrose, dependendo do seu grau”, conclui o ortopedista.