[[legacy_image_284915]] Levantamento da Serasa mostra que, até o mês passado, 71,4 milhões de brasileiros possuíam restrição no CPF, ou seja, tinham dívidas no seu nome. Quitar essas pendências pode ser um verdadeiro desafio, já que o poder de compra nos últimos tempos vem diminuindo, com o avanço dos preços de itens básicos como alimentos, energia, combustível e transporte. Mas com disciplina, planejamento e paciência é possível limpar o seu nome e voltar ao azul. Assessor de investimentos, palestrante de temas como educação financeira, um dos apresentadores do podcast Money Maker e sócio na Invest-Smart, Carlos Casagrande está acostumado a elaborar estratégias econômicas e aconselha: “Com base nas informações da sua condição financeira, dá para realizar um estudo e uma projeção do seu patrimônio, e assim traçar uma estratégia. Isso pede um acompanhamento e eventuais ajustes, para que os resultados sejam maximizados ao longo do tempo”. Pensando nisso, o consultor preparou uma lista com oito dicas de como quitar dívidas e evitar gastos desnecessários em momentos críticos da sua vida financeira. Confira! 1. Encare a realidade financeira. Um erro comum é não confrontar as dívidas e continuar sem tentar pagá-las, o que ainda pode gerar um desgaste emocional. Aja logo para evitar que o problema se torne maior. Ter organização é crucial nessa hora. “Faça uma lista de todas as suas dívidas, com valores atualizados, incluindo juros, multas e prazos de pagamento”, ensina Carlos Casagrande; 2. Monte seu orçamento e um planejamento. Agora, estabeleça um plano financeiro realista e detalhado. Nele, coloque todas as despesas mensais, junto com as suas dívidas. A partir disso, prepare uma planilha de gastos para acompanhamento frequente, contabilizando também as suas receitas. E não deixe de fazer o cálculo da relação entre a sua renda e os seus gastos; 3. Negocie suas dívidas. Segundo Carlos Casagrande, uma boa alternativa para negociação de dívidas é contatar os credores em busca de melhores condições de pagamento. Por exemplo: solicitar desconto no caso de pagar à vista. Afinal, dependendo do prazo de atraso, essa costuma ser a melhor opção, pois o desconto à vista pode chegar a mais de 80%. Tome cuidado ao alongar os prazos para que a parcela mensal não prejudique o orçamento de gastos básicos e necessários. Tem mais: as instituições financeiras normalmente se mostram bem flexíveis nesse tipo de situação; 4. Estabeleça prioridades. As dívidas que possuem os juros mais altos devem ser prioridade, porque justamente elas tendem a causar os piores impactos nas suas finanças; 5. Fuja de novas contas. De acordo com o assessor financeiro, uma atitude muito importante é se questionar antes de fazer uma nova dívida e até uma compra à vista. “Pergunte para si mesmo: preciso ou quero isso? Se a resposta for ‘eu quero’, não faça negócio. Agora, se a resposta for ‘eu preciso’, aí vem mais um questionamento: o quanto preciso disso? Ou qual a urgência? Essa tática vai te ajudar a tomar a decisão mais racional possível e contribuir para o seu esforço de sair das dívidas”; 6. Corte gastos. Como parte do empenho para melhorar a vida financeira, procure cortar gastos. Até mesmo os que parecem essenciais, mas que, no fundo, não são tão fundamentais assim. “Nem preciso falar das despesas supérfluas, como refeições fora de casa e as assinaturas de streamings. Além desses gastos, o consumo de energia, de água e de combustível merece revisão. Priorize a pesquisa de preços nos mercados e a troca de produtos por marcas similares e mais em conta. Isso te ajudará a adequar seu orçamento ao seu poder de pagamento”; 7. Considere rendas extras. Uma saída interessante é tentar conseguir trabalhos do tipo freelancer – aqueles pontuais, sem vínculo empregatício. Você também pode vender itens que não utiliza mais para gerar um dinheiro extra e acelerar o processo de quitar as dívidas; 8. Procure o auxílio de um profissional. Muitas vezes, as dívidas são muito elevadas, principalmente se o problema foi a perda de renda. Ou, então, você sente dificuldade demais para lidar com a sua situação econômica. Nesse caso, vale buscar a orientação de um profissional, como um consultor financeiro ou algum serviço de apoio ao endividado.