[[legacy_image_163911]] Há dias em que acordamos e tudo parece uma batalha perdida. Você levanta e percebe que a camisa que iria usar para ir ao trabalho está manchada; ao sair com o carro, o pneu acaba furando e, assim, tudo parece dar errado. Resultado: você fica irritado, de mau humor, e com razão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Mas sabe a frase “rir é o melhor remédio”? Ela tem fundamento. O humor exerce uma grande influência na nossa saúde, nas nossas dores e emoções. Quando estamos em um constante estado de irritação, o nosso cérebro libera o hormônio chamado cortisol, que pode contribuir para queda de cabelo, osteoporose, pressão alta e ganho de peso. Já o alto astral libera a endorfina, que possui inúmeros benefícios para a nossa saúde física e mental. “Lembro que a minha mãe me ensinou a escolher feijão. E quando eu fazia isso, percebi que havia mais feijões bons do que ruins. A vida é isso: um oceano de oportunidades junto com um universo de incertezas. Se você focar no feijão bom e em todas as oportunidades, terá uma qualidade de vida muito melhor. Mas, se você ficar apenas reparando naquela pequena parcela de feijões ruins, o seu humor será prejudicado demais. São escolhas que nós temos que fazer”, explica a especialista em comportamento humano Leila Navarro. Ela afirma que o nosso humor depende do lado da moeda que escolhemos enxergar. “Momentos difíceis sempre existirão. Mas, se você ficar só olhando para as dificuldades, vai parecer que elas são muito maiores. Precisamos saber enxergar as coisas boas e as soluções que acontecem à nossa volta”. Sabemos que, principalmente nos dias atuais, o bom humor é um ato de superação e resiliência diante de situações como guerras e a pandemia de covid-19. A boa notícia é que a gente pode (e deve) treinar o bom humor. “Isso consiste em ser o seu próprio admirador, torcer por você mesmo. Pensar que somos a melhor companhia para nós mesmos e que as outras pessoas só chegam para somar. Se você estiver de bem consigo mesmo, quando o outro se aproxima, ele tende a também pegar esse tom da alegria e do bom humor que está presente em você”. É claro que trabalhar e melhorar a autoestima não é algo que acontece do dia para a noite. Deve-se realizar um treinamento. A especialista acrescenta que o riso é algo que temos que colocar em prática. “As pessoas acreditam que apenas aquele riso espontâneo produzirá endorfina. Mas a gente consegue enganar o cérebro quando finge que está rindo. Aquele riso forçado também produz endorfina e ajuda a manter o bom humor”, observa Leila. Agora, você entendeu o porquê do ditado “rir é o melhor remédio”? É preciso ter em mente que ter um bom humor não significa estar sempre rindo com uma energia contínua, constante. Ele é caracterizado pela nossa criatividade, interesses e curiosidade. O bom humor não é sempre estar feliz; podemos até nos sentirmos tristes, mas quem cultiva o bom humor procura não se afogar na tristeza, pois busca o lado positivo dela. E nunca esqueça que ter uma boa noite de sono, tomar bastante água, pegar sol para pôr a vitamina D em dia e respirar corretamente... Isso é o que você precisa, primeiramente, para cultivar o bom humor.