[[legacy_image_336176]] As altas temperaturas levam o corpo a reter mais água. Trata-se de uma forma de compensação devido à perda provocada pela transpiração intensa. No entanto, algumas medidas minimizam esse efeito e garantem mais conforto e saúde no verão. Julia Assis, nutricionista do Instituto Pierin, em Santos, destaca que o aumento no consumo de alimentos ricos em sal favorece o acúmulo de líquidos no organismo. “Produtos ultraprocessados podem resultar na retenção, enquanto o corpo reage à perda de água pelo suor”. Inchaços nas pernas, pés e região abdominal, causando aumento de circunferência da cintura, são alguns dos sintomas. A retenção de líquidos e fluídos corporais também provoca sensação de estar mais pesado e uma certa rigidez nas articulações. “A alimentação desempenha papel fundamental na prevenção desses problemas, já que o nosso corpo responde às nossas escolhas. Além do excesso de sal, as bebidas alcoólicas também são prejudiciais. Para ajudar na prevenção, o bom é apostar no alto consumo de água durante o dia, além de frutas e vegetais”. A nutricionista ainda destaca que a hidratação adequada é essencial para evitar a retenção. “O ideal de consumo mínimo de água por dia se calcula multiplicando o peso corporal x 0,035 (que seria 35ml de água por quilo). Por exemplo, se uma pessoa pesa 70 kg, o ideal de consumo de água por dia é, mínimo, 2,450 litros”. Já para os idosos, a recomendação diária é de 30 ml por quilo de peso. “Na terceira idade também é importante monitorar o uso de medicamentos que podem influenciar no equilíbrio hídrico”. A prática regular de atividade física, conforme a nutricionista, também ajuda. “O corpo em movimento melhora a circulação sanguínea e linfática, além de auxiliar na prevenção da retenção de líquidos”. Por fim, Júlia sugere a substituição de temperos salgados por alternativas mais naturais. “Ervas aromáticas como alecrim, louro e manjericão, bem como temperos, como açafrão ou cúrcuma, são opções valiosas”. Além da ingestão de água, vale consumir frutas como melancia, melão e abacaxi, que também ajudam na diluição do sódio”. Outro ponto: mude de posição regularmente, evitando longos períodos em pé ou sentado, o que também ajuda a prevenir a estagnação dos fluidos nos tecidos. Um boa drenagem linfática auxilia a circulação. “Esse tipo de massagem reduz o acúmulo de líquido e toxinas, além de regular o funcionamento intestinal, melhorar o aspecto da pele e aliviar a sensação de cansaço nas pernas”. Saiba como cuidar da garrafinha de águaO recipiente pode se tornar um meio que contamina a água, provocando doenças. Muito usadas nas academias, nas escolas e até no trabalho, as garrafas de água são aliadas para manter o corpo hidratado. No entanto, é importante tomar os cuidados necessários para a limpeza e a manutenção desse utensílio. O material utilizado na fabricação da garrafa é o ponto mais importante, segundo Alexandre Mariz, engenheiro do laboratório da Culligan, especialista em tratamento de água. “Para o uso em ambiente escolar, por exemplo, o ideal são as garrafas térmicas de inox. Caso opte pelo recipiente de plástico, dê preferência para as garrafas livres de BPA (composto químico que serve de matéria-prima para a produção de diversos tipos de plásticos, como policarbonatos, por exemplo, e que é nocivo para a saúde)”. A garrafa deve conter o mínimo de cantos possível, pois são locais perfeitos para a formação de biofilmes (contaminação microbiológica em superfícies). “Além do cuidado com o material, a higiene da garrafinha também deve ser rigorosa para evitar a proliferação de germes”, ressalta Mariz. A limpeza deve ser feita com água potável corrente e detergente neutro, tomando sempre cuidado para higienizar também a parte interna e externa do bocal e da tampa do recipiente. Esse processo deve ser feito, pelo menos, uma vez ao dia. O especialista recomenda, ainda, que a água não passe mais de três horas armazenada no recipiente para evitar contaminações. “Caso ultrapasse esse período, o líquido deve ser substituído”. A vida útil das garrafinhas também deve ser levada em consideração. “As mais antigas, que apresentam muitas marcas, devem ser substituídas, já que as superfícies amassadas podem se tornar polos de acúmulo de contaminantes”.