[[legacy_image_302817]] Tive a oportunidade de analisar em 2017 a primeira versão dos óculos de realidade virtual da Sony para o PlayStation 4. Agora, anos depois, passei um mês com o novo VR2, que se integra de forma impressionante ao PlayStation 5. É notório o avanço que o aparelho teve, de modo que o que já era legal ficou ainda melhor e com mais possibilidades de jogabilidade e de games. Sobre o headset do PlayStation VR2, aparentemente, ele é similar ao do seu antecessor, mas não se engane pela estampa. A sua potência é tamanha que você imerge num mundo com todo o poder de processamento gráfico do PS5 que vemos na tela da televisão – tudo aos seus olhos. Na parte traseira do headset, há um cabo que deve ser conectado à pequena entrada frontal do PlayStation 5 (aquela ao lado do local onde plugamos para carregar o controle DualSense). Assim que você liga o VR2, o PS5 imediatamente o detecta e abre as opções de configuração. O processo de calibragem dos óculos já é um barato: primeiro, porque você enxerga a sua casa e, durante o mapeamento do ambiente, o aparelho aplica várias camadas de redes 3D azuis sobre móveis e paredes. Em segundo lugar, dá para “desenhar” os limites da sua área de jogo no chão da sala. Merecem destaque os fones de ouvido embutidos no headset do VR2. Apesar de pequenos, emitem sons 3D poderosos e envolventes – você jamais vai incomodar os vizinhos jogando, já que toda a parte sonora do game fica concentrada nesses fones. Controles futuristasOs controles do VR2 evoluíram tremendamente. Agora em formato de redomas, com um design futurista que mais parece saído de um filme de ficção científica, eles envolvem as mãos de jeito orgânico, confortável e funcional. O joystick esquerdo tem o L1, o L2, os botões do quadrado, do triângulo, do PS e o do Criar, mais um direcional (L3). Enquanto o controle direito traz, além de um outro direcional (R3), os botões do círculo, do X, do PS e o de Opções, fora o R1 e o R2. Ambos carregam individualmente e do mesmo modo que o DualSense. Como é jogarÉ arrebatador jogar o VR2 – quem não tem e está apenas testando o aparelho muito provavelmente vai ficar tentado a comprar um. Lembrando que os óculos custam R\$ 4.449,90 – sim, basicamente o valor de um PS5 (e você precisa ter o console para o VR2 funcionar). Há duas formas de jogar: sentado ou em pé (a mais envolvente na minha opinião, por fazer o usuário reproduzir movimentos mais exatos e bem próximos da realidade, como o de escalar uma montanha ou subir uma escada vertical). Também vale observar: cansa jogar por muito tempo e, quando você sai do mundo do VR2, seu senso de direção pode ficar meio mexido por alguns minutos. O máximo que consegui ficar jogando direto foi por volta de uma hora. Ah, não se espante se você esbarrar, por exemplo, no sofá – portanto, afaste ou tire tudo da sala/quarto que pode atrapalhar a sua diversão. Sem falar que você corre o risco de começar jogando de frente para a TV e, quando remover os óculos, se surpreender por estar virado para um canto totalmente diferente, como a parede. Afinal, quanto mais tempo você fica conectado no VR2, mais perde a noção de onde está no mundo real, tamanho o nível de imersão proporcionado pelo aparelho. De olho na memória Quem tem um PS5 sabe como é uma luta para administrar os jogos no disco rígido do console, já que chega um momento em que, diante da quantidade de games que você possui, ou tem de comprar uma HD móvel para armazenar os jogos ou precisa escolher qual irá apagar para dar espaço ao título que acabou de adquirir. Imagina quando o VR2 entra no pacote... Uma novidade potente e com velocidade alta de processamento é o SSD Externo XS1000. O charme do lançamento da Kingston, que possui capacidade de armazenamento de até 2 TB, é o seu design compacto e fino – ele mais parece um grande pendrive, por ter tamanho inferior à metade de uma HD móvel convencional. Catálogo de jogos também apresenta melhoraAlgo que deixou um pouco a desejar nos óculos de realidade virtual do PlayStation 4 foi a baixa variedade de jogos logo na sua estreia e a relativa demora para incrementar o catálogo de títulos. No VR2, a Sony melhorou isso. OK, não há uma extensa lista de games como no PS5, mas a quantidade de jogos e a diversidade de gêneros aumentou, em comparação com o primeiro VR. Um lançamento recente é o novo game da franquia Firewall. Com o subtítulo Ultra, tem uma proposta muito bem sacada, por se tratar de um shooter multiplayer em realidade virtual. Ou seja: a sensação que você terá é a de jogar um Firewall, um Call of Duty, um Battlefield ou um Counter-Strike dentro da realidade virtual, como se você estivesse andando pelos cenários, com outros usuários conectados compondo a sua equipe de operação, enquanto executam missões, salvam alguém ou trocam tiros com os inimigos. E não precisa ser craque em jogo de tiro para se divertir e se sair bem. Antes de entrar nas missões – há diferentes tipos para escolher –, você passa por um tutorial bem divertido num galpão, no qual aprende a manusear as armas, bombas, atirar em alvos etc. Vale bastante a pena dar uma chance para esse game, ainda mais se você se amarra num shooter. É uma experiência e tanto! O encanto de HorizonSe já era bonito ver os gráficos de Horizon, franquia blockbuster do PlayStation, na tela da TV, o jogo para o VR2, com o subtítulo Call of the Mountain, que pode acompanhar o kit básico do aparelho, encanta pelo seu visual. Dá vontade de ficar só observando o mundo colorido de Aloy. Só que você não controla a heroína e, sim, um personagem aleatório. Isso não compromete em nada a mágica do jogo. Além de lutar contra os robôs de Horizon – que passam por você, pelo teto, com toda a sua agilidade –, dá para sacar o arco e atirar uma flecha fazendo o movimento de colocar as mãos nas costas para pegar a arma e esticar os braços para criar a tensão necessária para soltar longe a flecha. Outro ponto bem legal é pegar itens dos cenários para interação, como um bastão para bater no gongo. Detalhe: o mais impressionante foi escalar as montanhas do mundo de Horizon. Acredite: uma hora, por estar no topo de um paredão bem alto, ao olhar para baixo e ver o rio distante, deu um certo friozinho na barriga... Esse é o encanto da experiência VR de Call of the Mountain.