[[legacy_image_285042]] O britânico Terry Pratchett, já falecido, era um especialista na criação de mundos fantásticos e também cheios de ironia e crítica social. E, muito além de sua maior obra – a sensacional e prolífica Discworld –, ele também foi o responsável por várias outras produções, algumas em parceria. É o caso da série Good Omens (Belas Maldições), feita em parceria com outro gênio, o também britânico Neil Gaiman. Terry – que, aliás, entrevistei para A Tribuna em 2005 – era um sujeito diferente. Sua observação do mundo e da sociedade tinha sempre um viés crítico, cínico, mas, ao mesmo tempo, extremamente engraçado por expôr o ridículo de certas situações de maneira implacável. Neil Gaiman, por sua vez, tem um viés um pouco diferente, mais mainstream e mais adaptável, do ponto de vista do audiovisual. Uma combinação perfeita. Os livros de Good Omens, que foram adaptados para a telinha em 2019, via Prime Video, ganharam na última semana uma continuação mais do que aguardada, também no streaming da Amazon. E se na primeira temporada tudo girava em torno do apocalipse e do AntiCristo, agora a história tem muito mais foco nas relações humanas e no ridículo da maioria delas (também uma grande especialidade de Pratchett). No ponto central da trama, ainda estão os protagonistas da primeira temporada: o anjo Aziraphale (Michael Sheen), um cara tranquilão, comerciante de livros em sua vida terrena, e o demônio Crowley (David Tennant), um vida louca desregrado. Eles, que no passado se uniram a contragosto para impedir a ascensão do AntiCristo, agora lidam com uma questão aparentemente mais corriqueira: um anjo sem memória que surge vagando em Londres (Inglaterra) e que, pelo que parece, tem uma mensagem importante. E tudo se desenrola a partir disso. Além de muitos rostos conhecidos da primeira temporada, temos novos anjos e demônios estreando na trama: Liz Carr é o anjo Saraqael, Quelin Sepulveda faz o anjo Muriel e Shelley Conn interpreta o demônio Belzebu. Nos bastidores, o coautor do livro, Neil Gaiman, assume novamente os cargos de produtor- executivo e co-showrunner. Uma série muito bem produzida, extremamente fiel ao maravilhoso livro em que se baseia. Aconselho a quem não assistiu à primeira temporada que, literalmente, comece do começo. Os 11 episódios iniciais também estão à disposição na Amazon. Nota do crítico: +++++ +++ Dragões na HBO Esta vai especialmente para o diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes: a segunda temporada de House of the Dragons continua sendo rodada, sem quaisquer problemas relacionados à greve dos atores que afeta quase a totalidade das produções americanas. A previsão de lançamento permanece a mesma: terceiro trimestre de 2024. As filmagens acontecem na Espanha, País de Gales e em diversas outras locações. Mais crimes no streamingOutra série que chega ainda neste ano ao streaming é a terceira temporada de Only Murders in the Building. A nova aventura dos podcasters Steve Martin, Selena Gomez e Martin Short envolve a investigação da morte de um ator, em pleno palco, na estreia da peça escrita por eles. Na nova temporada, grandes estrelas participam: Meryl Streep, Tina Fey e Paul Rudd.