[[legacy_image_179738]] Rotinas de trabalho cada vez mais corridas, exigências por melhores resultados, compromissos e problemas na vida pessoal. Quando saem do controle, essas situações estressantes podem se tornar o gatilho que afeta tanto nossa saúde mental quanto física. A boa notícia é que você pode – e deve! – aprender a como diminuir o estresse do cotidiano. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Desestressar pode parecer difícil, mas é possível ter uma boa qualidade de vida ao alinharmos o autoconhecimento com algumas mudanças de hábitos. “Para amenizar as situações estressantes do seu dia a dia, você precisa entender o fator que te estressa. É no trabalho? Nas relações familiares? A pessoa precisa entender o que ela está vivendo naquele momento”, explica a psicanalista e especialista em bem-estar no trabalho Claudia Ribeiro, que tem um canal no YouTube com dicas para uma vida mais equilibrada. Uma pesquisa da Isma-BR (International Stress Management Association), que atua na prevenção do estresse no mundo, apontou que 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho já sofreram alguma sequela decorrente do estresse. “Recebo muitos pacientes que vivem buscando a perfeição de conseguir realizar tudo em um dia só e conciliar tarefas domésticas com o trabalho. É preciso entender que às vezes isso não será possível, e está tudo bem”, afirma a psicanalista. Todos nós já passamos (e ainda vamos passar) por situações estressantes. O estresse, quando presente uma vez ou outra, é considerado normal. O problema é quando ele passa a tomar conta de nossas vidas, causando diversos problemas de saúde. Cláudia explica que não é normal ser uma pessoa estressada. “Hoje em dia, há uma glamourização da exaustão com o trabalho. As pessoas acreditam que, quanto mais exaustas e estressadas, mais competentes elas foram. E não é bem assim. Isso ao longo prazo pode levar a uma depressão, um burnout e até mesmo a um aneurisma”. Quando ficamos estressados, nosso corpo libera hormônios e substâncias químicas, como o cortisol e a adrenalina, que preparam o indivíduo para uma ação física — processo que causa problemas físicos e psicológicos. Por isso, para evitar os efeitos colaterais do estresse, como ansiedade, depressão, insônia e aumento da pressão arterial, Claudia dá algumas dicas para garantir uma melhor qualidade de vida. “Para amenizar o estresse, é preciso fazer atividades físicas, buscar ajuda profissional como um psicólogo ou psicanalista e investir em pequenos prazeres diários”, exemplifica. A especialista conta que precisamos ficar atentos, pois muitas vezes uma pessoa estressada, quando vai atrás dos prazeres, acaba entrando em um processo de compulsão que prejudica a própria saúde e pode até piorar o estresse, como a busca desenfreada por alimentos, o tabagismo e o alcoolismo. Já no trabalho e nos estudos, saber negociar é fundamental. “Negociar prazo de entrega de trabalho, negociar o próprio nível de exigência, dividir as responsabilidades, delegar, saber dizer não. Muitas vezes, quando a gente diz “não” para outras pessoas, estamos dizendo “sim” para o nosso autocuidado”.