[[legacy_image_204640]] Que fique claro: o Museu do Ipiranga - o nome oficial é Museu Paulista da USP - não tem 200 anos. Da mesma forma, Pedro I e II nunca moraram lá - faleceram antes da inauguração e na Europa. Já a reabertura, na próxima quarta-feira (7), será o principal acontecimento do bicentenário da Proclamação da Independência. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Depois de nove anos fechado, quatro de restauro e R\$ 235 milhões investidos, é hora de matar as saudades: um dos museus mais visitados do País reabrirá as portas, com o dobro de área expositiva e requintes de segurança e comodidade. O Edifício-Monumento (principal) foi recuperado, uma nova área sob a esplanada frontal foi construída e houve a conservação e o restauro de alguns milhares de obras de arte. A estrela do acervo continua sendo o icônico quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, que todos, algum dia, viram nos livros escolares - ficou coberto por um bom tempo, protegido, já que seria quase impossível tirá-lo de lá sem riscos: são quase 32 metros quadrados. Quem visitou o Museu no passado vai ser surpreendido por serviços inéditos, como o auditório, área de exposições temporárias, café e loja de souvenirs. Quem nunca foi, prepare-se: as visitas, a partir de quinta-feira, serão gratuitas por dois meses – na quarta, acesso apenas a convidados, quem trabalhou na recuperação e familiares. A partir da Baixada Santista, o melhor acesso é pela Rodovia dos Imigrantes e sua continuação, a Av. Dr. Ricardo Jafet: não tem erro, é uma linha reta que desemboca no Parque da Independência (à direita) e seu belo jardim francês. Roteiro temáticoPara marcar os 200 anos, a Prefeitura de São Paulo atualizou e relançou o roteiro temático Independência. Além da atenção natural e óbvia ao Museu do Ipiranga e entorno, traz marcos históricos e turísticos que ficam no Centro da Cidade. É destacada, por exemplo, a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte - a “igreja das boas notícias” que, pela localização e vista privilegiada das margens do Rio Tamanduateí e trecho sul da Capital, foi a primeira a badalar os sinos anunciando a Proclamação e a passagem daquele Pedro que, horas antes e mesmo que informalmente, passou a ser o imperador. Perto dali fica o atual Pateo do Collegio. A antiga construção local era a sede do Governo da Província, onde Pedro, que vinha do Rio de Janeiro, ficou hospedado na ida e na volta de Santos; a poucos passos, o Solar da Marquesa de Santos - Domitila de Castro - que apesar do título nobiliárquico nasceu na Capital. Hoje, o local é uma das sedes do Museu da Cidade de São Paulo. O roteiro pode ser baixado no site cidadedesaopaulo.com/vivasp/roteiros-tematicos.