[[legacy_image_234688]] Todo mês de dezembro é a mesma história: “Ano que vem, eu vou…” Mas, muitas vezes, não vamos a lugar algum. Para várias pessoas, criar uma lista de metas para o novo ano é uma tradição séria. Para outras, a ideia gera ansiedade. Para evitar que isso seja mais motivo de frustração do que de realização, é preciso ter os pés no chão na hora de se planejar. Estudos mostram que 64% das pessoas abandonam a lista de resoluções logo no primeiro mês do ano, e 80% abrem mão desses desejos em fevereiro. Para a psicóloga Suzana Romera Pereira, a melhor maneira para não deixar de lado os objetivos logo no primeiro momento é não colocar expectativas em coisas altas demais, ou que não dependam exclusivamente de você. “Não comece por aquilo que você não alcançou no ano anterior, no qual você tentou várias vezes e se frustrou. Mude o foco. Talvez precise ser mais maleável consigo mesmo, ou focar em si primeiro para se fortalecer e se compreender, para encarar as dificuldades que irão surgir e, assim, chegar à realização dos seus objetivos”, diz Suzana. Para conseguirmos cumprir as metas que listamos para o ano novo, basta investirmos em autoconhecimento. “Só assim você vai saber por que não consegue avançar ou até mesmo regredir a cada ano, em certos aspectos. Entender como você funciona é tudo de bom”, afirma a psicóloga. Benéficas ou maléficas?As metas e listas podem ajudar na conexão pessoal. Com elas, percebemos o que desejamos e o que não conseguimos alcançar no ano que se encerra. “Para isso, a pessoa precisa estar bem emocionalmente, para não se frustrar com o que não conseguiu realizar, e não se depreciar, nem se desmotivar para o próximo ano”, explica Suzana. Ou seja, objetivos e listas são bons e benéficos quando geram motivação para superar a si próprio – ou para crescer emocional e psicologicamente. No entanto, são prejudiciais quando há um exagero, com metas muito altas ou que dependem de outras pessoas. Estabelecer os objetivos para o novo período pode ser um bom exercício para refletir sobre os próprios desejos, mas é preciso ser realista na hora de traçar o que se almeja, porque tão importante como elencar algo é a possibilidade de cumprir aquilo. Como traçar as metasMudar de emprego, encontrar um hobby, perder peso, aprender um novo idioma são aquelas resoluções clássicas que aparecem nas listas de Réveillon. Mas será que existe uma maneira ideal para fazer essas relações? A verdade é que não há fórmula mágica. Cada um tem suas prioridades, seja crescimento profissional, pessoal, material, espiritual... “Basta começar pelo que mais motiva a viver com maior qualidade de vida”, conclui Suzana Romera Pereira. A dica é: elabore o passo a passo para conquistar o que almeja. Por exemplo: se quer mudar de emprego, indique se a meta é se candidatar a mais vagas, aumentar o networking, fazer um curso de capacitação, entre outras medidas pontuais. Agora, se o seu objetivo é perder peso, busque entrar em uma academia e dar preferência a refeições mais saudáveis no dia a dia.