O ator, comediante, dublador, apresentador e roteirista Marcos Veras traz para São Paulo o espetáculo Vocês Foram Maravilhosos (Guto Costa/Divulgação) Após temporadas de sucesso em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, o ator, comediante, dublador, apresentador e roteirista Marcos Veras traz para São Paulo o espetáculo Vocês Foram Maravilhosos. A obra é escrita e protagonizada por ele, com sessões aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h, no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado. A peça ficará em cartaz na Capital até 22 de setembro. O espetáculo, que é um sucesso, já foi assistido por mais de 40 mil espectadores. “Levar essa obra para São Paulo me traz grande expectativa porque é uma cidade que respira cultura, que frequenta teatro e que tem uma variedade de opções, com drama, humor e musical”. O espetáculo escrito e amadurecido por Veras durante a pandemia tem a direção assinada por Leandro Muniz e mescla elementos da comédia stand-up com peça de teatro e biodrama. Nele, Veras compartilha histórias engraçadas e emocionantes que viveu ao longo de seus 44 anos de vida e 25 de carreira. Na entrevista, ele também fala sobre sua participação no BBB24, um fenômeno de público e engajamento, seu novo filme, a ser lançado este ano, e uma nova peça, que estreia em outubro. O que o público paulista pode esperar do espetáculo Vocês Foram Maravilhosos? Bom, o público paulista pode esperar um espetáculo muito engraçado, muito leve e também emocionante. É um espetáculo híbrido, que mistura peça de teatro com stand-up, com show de humor. É muito democrático, porque agrada a todo tipo de público. Do início ao fim, te leva a um lugar de brindar a vida. Como tem sido a experiência de fazer um espetáculo escrito e idealizado por você? Eu sempre gostei muito de escrever para mim, na minha embocadura, para o meu jeito. Foi a forma que encontrei de escrever. Então, há um certo domínio e uma certa liberdade porque consigo mudar o texto quando quero, posso criar coisas novas, tirar coisas que já não fazem mais sentido. Então, é uma experiência muito rica, muito viva e constante. O streaming abriu muito campo de trabalho a atores, roteiristas e todo mercado audiovisual. Como você vê esse momento? Sem sombra de dúvidas, o streaming veio de uma forma muito forte no Brasil, com muitos veículos, muitos filmes, séries, então acho que é um mercado de trabalho que se abriu assim como a internet. Então, hoje, além da TV aberta, que ainda continua forte, o cinema, o teatro, o streaming também se tornou parte dessa pluralidade do audiovisual. Eu só tenho a comemorar. Não só eu, mas como os diretores, criadores de conteúdo que têm em novas plataformas possibilidades de mostrar o seu trabalho. Como foi fazer a participação no BBB24? Você torcia para algum participante? Minha participação no BBB foi muito enriquecedora, porque eu saí do lugar de espectador para participante. E isso me gerou muita adrenalina, porque é um programa que repercute muito no Brasil inteiro, é um programa que tem torcida, que te traz uma responsabilidade muito grande ao fazer. Mas procurei me divertir do primeiro ao último episódio. Foi isso que fiz e acho que passei isso para a tela. Então, foi muito gostosa a minha participação. Eu adorei! Não torci exatamente para nenhum participante, mas eu torcia, talvez, por participantes no plural. Mas sempre priorizando o entretenimento. Então, quando eu via o Davi, a Bia, a Nanda, gerando repercussão, fofoca, tumulto, diversão, riso, algum tipo de entretenimento, eu estava sempre torcendo por esses participantes que estavam vivos na casa. Que outros trabalhos têm feito e o que mais podemos esperar este ano? Além de Vocês Foram Maravilhosos, que continua em cartaz até 22 de setembro em São Paulo, eu vou estrear um espetáculo inédito também em São Paulo, no dia 10 de outubro, chamado Insignificância, com o texto do inglês Terry Johnson e com a direção do Victor Garcia Peralta. É uma comédia no Teatro Faap, a partir do dia 10 de outubro, mas até lá eu continuo com meu solo. E vem por aí o longa-metragem, que já foi rodado mas falta ser lançado, chamado Vudu Delivery de Alain Fresnot, e também a Turma da Mônica Origens, série no Globoplay.