[[legacy_image_167861]] Saúde e bem-estar caminham lado a lado. E mais importante do que tratar doenças é saber preveni-las, inclusive usando alguns recursos para elevar o estado de espírito e buscar a felicidade. Já é comprovado que levar uma vida mais saudável inclui a conexão com momentos felizes e isso tem tudo a ver com o espaço onde vivemos. A arquiteta Carla Felippi acaba de lançar livro sobre o assunto: A Arquitetura da Felicidade, publicado pela Demais Editora. Ela conta que seu trabalho vai muito além da entrega das obras. “Os ambientes têm enorme impacto sobre a vida afetiva das pessoas. E isso certamente se reflete na saúde física e mental delas. Ser feliz e ajudar a potencializar a felicidade dos clientes virou a minha filosofia de vida”, ressalta. Trata-se de um conceito que já faz parte das entregas de alguns arquitetos e designers mundo afora. Surgiu com o filósofo britânico Alain de Botton. Segundo ele, os ambientes afetam as pessoas de tal modo que não seria exagero dizer que a arquitetura é capaz de melhorar ou estragar a vida afetiva ou profissional de alguém. “O mundo está sempre em transformação e a arquitetura deve seguir essas mudanças e ajudar as pessoas a se reconciliarem com as suas próprias vidas”, diz Carla, acrescentando que, no livro, apresenta a visão da felicidade desde a escolha do espaço, passando pela obra até alcançar o seu ponto alto no momento da entrega do imóvel a ser habitado. “Depois de estudar muito a respeito, entendi que era hora de contar para mais pessoas como a arquitetura e a felicidade podem ser simples e deliciosas”. Carla observa ainda que a casa deve ser planejada seguindo os gostos da família. “Considere se vocês sentem prazer em cozinhar, receber pessoas ou conversar em família. Se querem ter um canto para relaxar ou praticar alguma atividade física. Ou seja, tudo tem que ser planejado para quem vai morar ali, porque o arquiteto vai embora no fim da obra (risos). Se o casal quer ter uma piscina no quarto, por que não?”