[[legacy_image_148770]] Mariana Ximenes ama bater um papo. Ela diz que o contato com as pessoas a nutre. Atualmente, a atriz se considera mais leve, livre e madura, o que, na sua opinião, tem muito a ver com a chegada dos 40 anos. Extremamente simpática, Mariana, que costuma fazer terapia, gosta de se analisar com frequência, buscando aprender o que puder e se reinventar. Essa postura a levou a se experimentar como apresentadora, no Happy Hour, programa exibido toda sexta, às 21h30, no GNT. Nele, mergulha no universo dos drinques – outra paixão sua, junto à gastronomia. Na atração, ela reúne convidados e amigos como os cantores Zeca Pagodinho e Teresa Cristina. “A Tetê me salvou na pandemia. Às vezes, de madrugada, eu ficava lavando louça e a ouvindo cantar”, conta a paulistana, que também curte dançar. Na entrevista, Mariana afirma que é comilona e comenta seu trabalho na série da Turma da Mônica. Você está apresentando um programa sobre drinques. A coquetelaria faz parte do seu dia a dia?Sempre gostei de drinques, mas até então nunca tive coragem de me arriscar preparando um. Eu achava que não ia dar conta. Em compensação, meu irmão, que é médico anestesista, ama fazer coquetéis. Tanto que se tornou o responsável por isso lá em casa. Foi por essa razão que o chamei para participar de um dos programas. Com o Happy Hour, fui me aventurando no universo da coquetelaria e percebi que é a maior curtição fazer drinques e eu consigo prepará-los em casa. Agora, estou toda técnica (risos). Comprei formas de gelo, bailarina... E qual é o seu drinque favorito? Vou te falar que é difícil escolher, porque realmente amo vários: Manhattan, Old Fashioned, Moscow Mule, Negroni... Também curto coquetéis com uísque, e estou apaixonada pela cereja marrasquino, aquela que a gente coloca nas bebidas. Tem alguma história regada a coquetéis? Vou te decepcionar, porque nunca fiquei, por exemplo, bêbada. O curioso é que, como nunca tomei um porre, costumo ter dificuldade para interpretar alguém alcoolizado. Mas sou boa de cuidar de pessoas que beberam demais. Já segurei cabelo de amiga para ela poder vomitar. A gastronomia e a coquetelaria estão ligadas. Por acaso, gosta de cozinhar? Sim! Olha, se preciso fazer dieta, faço. Só que, na verdade, adoro comer de tudo, sou uma comilona. Por ter grandes amigos que são chefs de cozinha, acabei me aproximando muito dessa área. Tomei ainda mais gosto principalmente durante a pandemia. Adorei me arriscar no fogão. O que achou do papel de apresentadora? O Happy Hour é o meu xodó no momento. Apesar de ser a primeira vez em que embarco na aventura de apresentar um programa, faço uma das coisas de que mais gosto: conversar, bater papo, reunir amigos e conhecer pessoas. Sou bastante comunicativa, mas também adoro ouvir o outro, amo essa troca. E há o seguinte: não sou jornalista, não sei entrevistar como você está fazendo comigo, nem tenho autorização para isso, pois não estudei para exercer esse tipo de atividade. Portanto, o que posso fazer é conversar. Acredito que fui aprendendo durante as gravações. Tomara que haja mais temporadas do Happy Hour, para que eu continue ampliando esse aprendizado. O público está habituado a ver a Mariana atriz e, agora, no programa, ele tem a chance de conhecer um pouco melhor a Mariana “pessoa física”. Como você fica em relação a isso? Acho gostoso poder me revelar dessa maneira. Não tem como fazer um personagem no programa, porque sou eu tomando uns drinques com os meus amigos. No dia a dia, geralmente sou bem tranquila e discreta. Completei 40 anos e acredito que, com a idade, vem a maturidade, além de liberdade, para assumirmos e expormos quem somos lá no fundo. Estou feliz com esse processo de poder mostrar meu modo de ser. E o programa veio bem a calhar com a fase que estou vivendo, com o jeito que estou... leve. Você costuma olhar para trás e avaliar a sua trajetória? Com certeza. Eu faço análise. Portanto, estou sempre me avaliando; quero mais é me reinventar e aprender cada vez mais. Acho que esse é o momento de me estimular, de me desafiar. Que venham mais 40, 50, 60 anos me reinventando e, sobretudo, aprendendo. No teatro, você também atua como produtora de alguns dos seus projetos. Exerceu essa função no Happy Hour? A ideia do programa é da Bianca Costa, produtora que é minha amiga há 20 anos. Um dia, a gente saiu e ela começou a falar do conceito do Happy Hour. Aí, comentei: por que não faz esse trabalho comigo? A gente ficou um ano desenvolvendo o projeto. Antes de gravarmos, houve um período de pesquisa da coquetelaria. Fomos formatando o programa em paralelo às minhas gravações na Globo, dos capítulos de Nos Tempos do Imperador. Filmamos os 13 programas entre novembro e dezembro. Iniciamos alguns dias depois de eu terminar de rodar a novela, que me consumiu bastante. Vale lembrar que, com a pandemia, a Globo vem seguindo protocolos extremamente rígidos. É o tipo de pessoa que fica planejando os passos que vai dar na carreira ou que deixa as oportunidades fluírem? Eu faço as duas coisas. É importante planejar um pouco os trabalhos, senão eles podem não sair do papel. Ao mesmo tempo, é preciso ficar aberto para que as coisas também surjam e surpreendam. E olha que eu gosto de boas surpresas! Tem projetos nas artes cênicas? Estou gravando em Poços de Caldas (Minas Gerais) participação na série da Turma da Mônica (para o Globoplay). Sou muito fã dos gibis; eu e meu irmão éramos devoradores dos quadrinhos. Temos até hoje uma coleção, que passamos para minha sobrinha. Já a viciamos. Portanto, é bem simbólico gravar o seriado.