[[legacy_image_176290]] Neste domingo (15), os 14.505 participantes da 36ª edição dos 10 KM Tribuna FM – Terracom vão percorrer as ruas de Santos levando muita energia boa, animação e um baita estímulo para quem pretende (ou precisa) melhorar a sua qualidade de vida. Afinal, a corrida é uma excelente atividade física, pois incrementa o nosso condicionamento cardiorrespiratório, contribuindo para a diminuição da pressão arterial e o controle do colesterol. Sem falar que traz uma sensação de bem-estar incrível a seus praticantes, de modo que muitos corredores amadores simplesmente se apaixonam pela modalidade – para não dizer que se viciam nela – e formam fortes laços de amizade. Mas o educador físico Leonardo Wichmann, da assessoria esportiva Iron Life, reforça: “Antes de começar a correr, é muito importante procurar um médico e fazer exames que comprovem que você está apto para essa atividade física”. Conheça histórias de pessoas que incorporaram a corrida ao seu estilo de vida e inspire-se! [[legacy_image_176291]] “A corrida é minha terapia”“Desde criança, tive uma ligação muito forte com a corrida. Sempre fui o mais rápido entre os meus amigos da escola e do bairro. Vivíamos brincando de apostar corrida e eu ganhava todas”, conta Anwerton Antônio dos Santos, de 38 anos. O analista de sistemas passou a correr e treinar para valer em 2007, quando participou de sua primeira prova: os 10 KM Tribuna FM. Hoje, Anwerton contabiliza presença em mais de 100 provas das mais variadas distâncias. Desde as mais curtas até maratonas de 42,195 km. Não só em Santos, mas também em outros estados e até mesmo em outros países. “A corrida é a minha terapia, a minha dose de motivação diária. O momento que me faz lembrar que sou capaz de realizar coisas incríveis. Ela é a minha diversão e o meu prazer, o momento em que cuido da minha saúde, já que preciso estar bem para cuidar de quem amo”. [[legacy_image_176292]] CampanhaA corrida também inspirou campanha para o tratamento do filho de Anwerton. Matheus, que hoje está com 7 anos (foto), nasceu prematuro e é portador de paralisia cerebral. Logo após o parto, precisou ficar 15 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. “Foi um verdadeiro guerreiro”, orgulha-se o pai. Desde então, amigos e familiares começaram a apoiar o garoto, dizendo frases como “esse guerreirinho logo vai correr com o papai”. “Tempos depois, em 2017, organizamos uma campanha para arrecadar dinheiro para o Matheus fazer uma cirurgia nos Estados Unidos. A ação acabou ganhando o nome de Corre Guerreirinho. Uma alusão não só à corrida, mas ao desejo de vencer. Graças a Deus e a uma enorme onda de solidariedade, conseguimos a quantia necessária e a cirurgia foi um sucesso”. Anwerton costuma dizer que a corrida é a metáfora perfeita da vida: “Quanto mais você luta, se dedica e tem prazer no que faz, maiores são as chances de atingir seus sonhos”. “A corrida me dá força, saúde e disposição para encarar os obstáculos diários. Por causa dela, também tive a oportunidade de fazer diversos amigos, com várias histórias de superação. Correr significa ter gratidão pela vida. Correr é uma forma de homenagear minha maior inspiração: meu filho”. E o irmão mais velho de Anwerton foi o responsável por despertar a sua paixão pela corrida: “Ele participava de algumas provas e acabei ficando curioso. Logo em seguida, meu instrutor na academia, ao me ver treinando na esteira, falou que eu levava jeito para a modalidade. Ele me perguntou se não queria me inscrever nos 10 KM Tribuna FM e, depois disso, nunca mais parei”. [[legacy_image_176293]] “Me identifiquei demais com a corrida”O encarregado de manutenção Pedro Reinaldo Virtuoso, de 45 anos, tinha sobrepeso – ele pesava 110 quilos. E precisou fazer uma cirurgia de coluna para colocar seis pinos e duas hastes. Após o procedimento, uma das recomendações médicas foi emagrecer. Devido a isso, começou a correr. “O meu principal objetivo era perder peso e conseguir correr os 10 KM Tribuna FM. Contei com o acompanhamento de nutricionista e perdi 25 quilos em seis meses. Fiz a tão esperada prova em 2017 e percebi que, com a perda de peso, o meu desempenho melhorou. Eu ficava menos cansado”. Pedro também fez muitos amigos por causa da corrida e a prática da modalidade ficou cada vez mais prazerosa. “É um esporte individual, mas ele acaba se tornando coletivo, em função das amizades que a gente faz. Me identifiquei demais com ele”, conclui o encarregado de manutenção. [[legacy_image_176294]] Adeus à obesidade e ao sedentarismo“Eu era obesa e sedentária e comecei a me preocupar não só com a forma física, mas também com a minha saúde”, diz a nutricionista Andrea Mancebo Asorey, de 47 anos. Por conta disso, ela decidiu perder peso. E como sua irmã sempre foi adepta das atividades físicas, resolveu seguir seus passos e entrar na academia. “Lá, tinha esteira e comecei a caminhar. Logo quis evoluir naquilo e passei a correr”, conta. “Na época, eu já tinha quase 30 anos. A primeira prova que disputei foram os 10 KM Tribuna FM. E foi o que me incentivou a correr cada vez mais”, afirma a nutricionista, que já perdeu a noção de quantas provas já participou e, no momento, se recupera de uma lesão. Andrea acrescenta que, na corrida, o maior desafio somos nós mesmos. “O maior desafio sempre será superar os próprios limites. Às vezes, conseguimos resultados bacanas; em outras ocasiões, o nosso rendimento acaba sendo não tão bom assim. Mas isso é normal. A paixão pela corrida faz com que a gente esqueça das dificuldades e, quando a prova termina, já dá aquela vontade de correr de novo”. A nutricionista diz ainda que, apesar de se tratar de um esporte individual, é muito comum os corredores criarem grupos para praticarem a modalidade juntos, estabelecendo grandes amizades. “Tenho muitos amigos até hoje por conta da corrida. Santos proporciona condições muito boas para a prática desse esporte. É uma cidade plana e tem um lindo jardim na praia”.