[[legacy_image_324501]] Quem nunca chorou ao ler um romance sem final feliz ou riu entre as páginas de um livro divertido? A imaginação toma conta de nossa mente de forma tão poderosa que conseguimos “ver” aquela personagem protagonista, sentir suas emoções, torcer por ela, gargalhar à sua voz. Quando lemos nos transportamos para outra dimensão, blá-blá-blá ... Essa história da carochinha você já deve conhecer. Já foi contada diversas vezes. A leitura transforma, traz diversos benefícios, é como um exercício para o cérebro, além de uma ótima atividade de lazer. Mas por que será que lemos tão pouco? Aliás, se você largou, nem que por poucos minutos, seu celular e as redes sociais para ler esta crônica, saiba que já está à frente de muitos. Apenas 16% da população brasileira é consumidora de livros, aponta uma pesquisa recente da Câmara Brasileira do Livro realizada pela Nielsen BookData. Por que trago este assunto hoje? Porque dia 7 de janeiro é comemorado o Dia do Leitor, então decidi começar o ano aqui com vocês com um pontapé nos velhos hábitos para te ajudar neste novo: o resgate da leitura. O brasileiro lê pouco, a pesquisa também revelou, porque faltam pontos de venda próximos (o País possui apenas 3 mil livrarias. Santos tem duas). Consideram o livro caro (cigarros e álcool também são, não?) e reclamam da falta de tempo (para acessar as rede sociais a gente sempre dá um jeitinho, né?). A questão central, acredito, é a falta de hábito. Pouco se lê porque na primeira infância não se estimula a criança com contação de histórias. Elas ficam no celular ou assistindo televisão, assim como o adolescente que, depois de mergulhar em um feed infinito, se sente ansioso, irritado, isolado e deprimido por não ter a grama tão verde quanto a do influencer digital que segue. O livro pode ser caro, porém há bibliotecas, sebos e feiras de livros com preços, às vezes, 50% menores. Há dificuldades, porém não impeditivos. “Ler é chato”, dizem muitos. Se pensarmos nos livros que éramos obrigados a ler no Ensino Médio sem estarmos prontos, e ainda termos que fazer tarefas, obviamente pode parecer que ler se trata de uma obrigação e não um entretenimento que distrai, diverte e educa. Que amplia o vocabulário, trabalha a criatividade e auxilia na formação do senso crítico. Que expande nosso conhecimento e nos leva por lugares nunca antes pisados por nós. Mas os benefícios não ficam por aí. Pesquisas revelam que ler reduz em até 68% os níveis de estresse, protege a mente contra o surgimento de doenças neurodegenerativas. Então porque lemos tão pouco? Minha história com a literatura começou cedo. Desde criança já tinha a leitura e a escrita em minha rotina. Lia os livros que vinham de brinde no sabão em pó (há muiiiito tempo) e, estimulada por essas histórias, comecei a colocar as minhas no papel, escrevendo em diários. Esse é outro ponto importante que você precisa saber: ler estimula e favorece a escrita. Então, se você gosta de escrever e tem o sonho de colocar suas histórias no papel e virar um escritor publicado, deve se transformar em um leitor voraz, daqueles que a fome pelas palavras nunca se esgota. Como ler mais? Em primeiro lugar, procure por temas que são de seu agrado. Se prefere romances, busque pelas listas de best sellers. Não que lá estejam os melhores livros do mundo, ao contrário, há várias controversas, porém, é um começo para quem está perdido. Ou então visite uma livraria com uma boa curadoria (em Santos, a Realejo faz um excelente trabalho), e peça indicações. Livro em mãos, o próximo passo é encontrar o “tal tempo”. Eu reservo no mínimo 30 minutos por dia, antes de dormir, para ler. Veja bem, não precisa ser muito. De página em página, chegamos ao fim e, em poucos dias, o hábito estará criado. Não se esqueça, também, de carregar um livro com você. Quem sabe não sobre tempo na espera da consulta médica, no ponto do ônibus, enquanto aguarda o café ser servido. Convido então você, meu leitor, a não escrever um FIM, mas o COMEÇO do seu hábito de leitura. Espero você na livraria mais próxima. Feliz Dia do Leitor!