[[legacy_image_188987]] Leandro Hassum é sinônimo de boas risadas. Mas o que muita gente não imagina é que, no início da carreira, ele não pensava em enveredar pelo humor. Foi graças à orientação de um diretor que passou a enxergar a sua veia cômica. No momento, o fluminense de 48 anos pode ser conferido em Família Paraíso, humorístico ambientado em uma casa de convivência para a terceira idade que está sendo exibido pelo Multishow e que, no próximo semestre, começa a ser apresentado pela TV Globo. Na entrevista, o ator fala, entre outros assuntos, do que o motivou a se mudar com a família para os Estados Unidos, da relação com a mulher, a empresária Karina Gomes Hassum, e com a filha, Pietra Hassum, e dos cuidados com a saúde depois da cirurgia bariátrica. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O programa Família Paraíso fez com que analisasse a sua relação com o envelhecer?Acho que não só eu, mas todo mundo que está envolvido nesse trabalho ou que assiste aos episódios acaba tendo uma visão diferente do processo de envelhecimento. O Família Paraíso mostra a vitalidade da terceira idade e o quanto podemos aprender com a experiência dessas pessoas. Digo mais: pelo programa, também vemos o quanto elas merecem estar no mercado de trabalho. No elenco, há atores da terceira idade, de modo que a gente tem a chance de enxergar talentos que, muitas vezes, fazem sucesso no teatro há anos, só que não tiveram tanta oportunidade de mostrar todo o seu potencial na televisão. Acho bem bacana essa iniciativa do Multishow junto com a Rede Globo, pois ainda coloca esses atores em contato com o público jovem. Em seus projetos, às vezes, você também atua nos bastidores: na produção, no roteiro... Chegou a fazer isso em Família Paraíso?Eu sou um intrometido, no melhor sentido da palavra. Participei bastante do processo criativo do programa desde o início, dando um monte de ideias e sugestões. Algumas delas foram aceitas e colocadas em prática, por se mostrarem viáveis. Passou o período inteiro de gravação no Brasil ou ficou indo e vindo dos Estados Unidos, onde você mora no momento?Enquanto estava gravando os episódios, permaneci o período inteiro no Brasil. Não tinha como ficar indo e vindo, porque a nossa agenda era bem intensa e até mesmo pelo risco de ficar circulando e, de repente, contrair covid. Nas horas vagas, eu procurei me isolar no quarto do hotel. Já faz sete anos que vivo nessa ponte-aérea meio louca, meio distante. E tem dado certo; consigo administrar bem as coisas. Graças a Deus, também tenho uma família que me apoia. Nas épocas em que estou gravando no Brasil, a minha mulher vem ficar alguns dias comigo, para matarmos as saudades. A minha filha, por causa do trabalho e dos estudos, não consegue vir sempre, mas, quando dá, ela vem junto com a mãe. O que pesou mais para se mudar para os Estados Unidos?Costumo dizer que moro tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Resolvi fazer essa mudança na minha dinâmica de vida muito em função dos estudos da minha filha, para poder proporcionar mais oportunidades para ela, que gosta de moda, fotografia, maquiagem e visagismo. Tenho gostado bastante de viver entre esses dois mundos (Brasil e EUA), mas, às vezes, morro de saudades do meu país. E obviamente a questão da segurança foi outro fator que pesou na hora de decidir construir um lar nos Estados Unidos. A sua filha já fez alguns trabalhos como atriz. Teme que ela sofra comparações com o “pai famoso”? A Pietra chegou a fazer curso de atriz e alguns trabalhos na área, só que, pelo que vejo, não sei se ela vai continuar na frente das câmeras. Certamente, a Pietra vai trabalhar com arte, talvez no backstage. Ela não tem medo de ser comparada comigo, até porque o foco dela é totalmente diferente do meu. Caso a Pietra precise de qualquer conselho, vou estar sempre pronto e presente para ajudá-la. O que despertou o seu interesse pela carreira artística?Eu comecei bem jovem. Aos 16 anos, já tinha uma veia artística, de atuação, de querer me “exibir”. Uma psicóloga do colégio disse para a minha mãe que eu devia fazer teatro. Entrei nesse universo e não parei mais. Mas confesso que o humor não era o meu foco inicial. Queria simplesmente atuar. Só que um diretor comentou que eu tenho respiração de comediante, que falo as frases com pontuação de comediante. Isso abriu muito os meus olhos. Desde então, a grande maioria dos meus trabalhos foi voltada para o humor. Me orgulho demais disso e agradeço muito a esse diretor, pela orientação que me deu. Como procura conduzir os passos que dá na profissão?Estou sempre em busca de trabalhos que me desafiem. Outra meta que tenho é fazer projetos nos quais eu consiga me divertir ao longo do processo. Hoje em dia, sou um privilegiado, por poder me dar ao luxo de escolher os trabalhos que vou fazer. Após a cirurgia bariátrica, passou a ser mais exigente com a sua saúde?A relação com a minha saúde anda muito boa. Depois do procedimento, melhorei os meus hábitos alimentares. Mas não me tornei um “cara fresco”, apenas tomo alguns cuidados para o meu bem-estar, como praticar atividade física regularmente e me alimentar de três em três horas. Acho fundamental comer somente quando sinto fome e não quando penso em comida.