[[legacy_image_219580]] Quando a trilogia inicial de God of War foi concluída, parecia que a história de Kratos não teria uma continuidade. Mas o Santa Monica Studio encontrou um jeito – muito bom, diga-se de passagem – de levar sua saga adiante, indo da mitologia grega para a nórdica e ainda incluindo no pacote o filho desse personagem tão querido, Atreus. Essa é a premissa básica de God of War, lançado em 2018 para o PS4. Na próxima quarta-feira, 9 de novembro, a aguardada sequência do game, com o subtítulo Ragnarök, chega ao PlayStation 4 e 5, melhorando tudo o que vimos no jogo anterior e dando um passo adiante em todos os sentidos, pois, conforme você avança na nova aventura, as coisas vão ficando ainda mais envolventes e grandiosas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O game começa logo após o desfecho de God of War. A deusa Freya persegue Kratos e Atreus, para se vingar pela morte de seu filho. Só isso já rende um início de jogo cheio de adrenalina, no qual se destacam as cenas interativas (aquelas em que devemos ficar apertando botões específicos durante as animações). [[legacy_image_219581]] Detalhe: essas sequências interativas se fazem bem presentes no decorrer da aventura (que dura mais de 20 horas), assim como os puzzles. De modo que há um equilíbrio entre os momentos de pancadaria tão característicos de God of War e os momentos para resolver quebra-cabeças ou simplesmente curtir a história e os belos gráficos. Para deixar o jogo ainda mais quente, Kratos e Atreus recebem a visita de Thor e Odin. O pai de todos os deuses nórdicos propõe um acordo de paz, em troca da “dívida de sangue” cobrada por Freya, mas Kratos não aceita a proposta e, logo de cara, você tem uma primeira luta contra Thor – que, em nada, lembra o personagem musculoso dos filmes da Marvel. Outro ponto curioso é o visual de Odin: apesar de seu poder e de sua posição na mitologia nórdica, ele é retratado mais idoso e franzino, com uma aparente “fragilidade”. Diante disso e dos impactos trazidos pela proximidade do Fimbulwinter (período marcado por três invernos consecutivos e uma sucessão de guerras), Kratos e Atreus saem em busca de informações sobre o Ragnarök (apocalipse da mitologia nórdica) e de aliados contra Odin. Para tanto, devem reabrir as conexões entre os nove reinos nórdicos, e contam com a ajuda dos anões Sindri e Brok para voltar a viajar por esses lugares. [[legacy_image_219582]] Atreus mais em evidênciaCom o mundo religado, Kratos e Atreus tentam localizar Tyr, deus nórdico da guerra e peça essencial no Ragnarök. Assim que ele passa a fazer parte da equipe, você deve explorar os demais reinos, para se livrar da ira de Odin enquanto ainda é tempo. Algo bem legal é que, desta vez, não se joga apenas com Kratos. Atreus, que está mais crescido, deixa de ser um personagem secundário e ganha missões individuais, nas quais entende-se melhor o fato de ele ser Loki, o seu elo com os gigantes e as suas novas habilidades que começam a despertar, como as de usar mágica e se transformar em animais (lobo, urso...) durante as batalhas. E esse período de descoberta vivenciado por Atreus também mostra alguns impasses no seu relacionamento com o pai, Kratos. Jogabilidade e gráficosGod of War Ragnarök, assim como os outros games da franquia, tem uma estrutura mais linear, com espaço para algumas missões secundárias (opcionais) e sem recursos de multiplayer. O esquema de progressão dos personagens está basicamente o mesmo do jogo de 2018 - ele foi apenas aperfeiçoado. Embora Kratos siga usando o machado Leviatã, as Lâminas do Caos e o Escudo Guardião e Atreus conte com arcos e flechas mágicas, aos poucos essas armas vão abrindo um leque de novas possibilidades nos combates. Os controles estão bem afinados, de maneira que a jogabilidade flui muito satisfatoriamente. Ah, existe uma infinidade de modos de dificuldade (do superfácil ao insano), e o game está 100% em português. [[legacy_image_219583]] Os gráficos são um capítulo à parte. Apesar de o jogo anterior ter um visual bastante bonito, God of War Ragnarök dá um passo adiante. Alguns cenários convidam a ser apreciados em detalhes, palete de cores... Vale dizer que as imagens que capturamos durante a aventura nos impressionaram – algumas parecem pinturas. Sem falar que ficam bem notórias as diferenças estéticas entre os reinos nórdicos. [[legacy_youtube_qZ9LoYMu2CU]]