[[legacy_image_206404]] Não existe a menor possibilidade de uma comédia romântica estrelada por Julia Roberts e George Clooney ser ruim. Zero chance. Eu, pelo menos, já começo a assistir gostando! Quando, ainda por cima, o filme é da Working Title, a produtora inglesa que já mereceu no domingo+ uma coluna somente sobre seus filmes, como Simplesmente Amor, Um Lugar Chamado Notting Hill e Quatro Casamentos e um Funeral, chega a ser covardia, não? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Foi deste jeito, bem pouco imparcial, que assisti a Ingresso Para o Paraíso, que está em cartaz nos cinemas da região. Não é o tipo de filme do qual se espera grandes atuações ou questões muito complicadas. Tudo tem aquele clima de brincadeira e leveza que marca boa parte das comédias românticas. Que é exatamente o que os fãs do gênero esperam, aliás. O ponto de partida da história é o casamento de Lilly. Ela está na paradisíaca ilha de Bali, na Ásia, celebrando sua formatura quando se apaixona perdidamente por um rapaz do local e vai se casar com ele. Os pais (Clooney e Julia), que estão divorciados há anos, viajam então para o país para, cada um à sua maneira, tentar impedir a filha de repetir o erro que eles próprios cometeram 25 anos antes. O resto da história qualquer um minimamente escolado em comédias românticas conseguirá adivinhar: ambos fingem ajudar enquanto boicotam, secretamente, a união da filha. Acabam se unindo em torno deste objetivo e, no processo (surpresa nenhuma), voltam a se interessar um pelo outro. É muito bom ver George Clooney de volta ao gênero após 26 anos. Desde Um Dia Especial, de 1996, não atuava em uma comédia romântica. Ele negou, em entrevistas, que tivesse prometido nunca mais estrelar uma, argumentando que o fato de não fazer não significava que ele não quisesse. “Se eu encontrasse algo do nível de Notting Hill ou O Casamento do Meu Melhor Amigo, faria”, disse em entrevista recente. Já a colaboração de Clooney com Julia Roberts é mais frequente. Este é o quinto filme da dupla, depois de Onze Homens e um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, Jogo do Dinheiro e Confissões de Uma Mente Perigosa. São tão íntimos que chegaram a brincar que, para a cena do beijo (é claro que eles se beijam!), gravaram 80 vezes!! A direção do longa é de Ol Parker, responsável pela comédia romântica musical Mamma Mia 2 - Lá Vamos Nós de Novo e pelo roteiro de O Exótico Hotel Marigold. Um filme previsível e divertido, como toda boa comédia romântica deve ser! Se você curte o gênero como eu, não vai se decepcionar! Nota do crítico: +++++ ++++Prévia de Indiana Jones 5O mais conhecido dos compositores de Hollywood, John Williams, deu um aperitivo aos fãs da franquia Indiana Jones. Ele tocou um pedacinho de Helena’s Theme, uma das faixas da trilha sonora de Indiana Jones 5, no Hollywood Bowl. A música é o tema da personagem de Phoebe Waller-Bridge na história. Williams, de 90 anos, anunciou que esta será sua última trilha sonora e que depois irá curtir sua aposentadoria.Carreira consagradaJohn Williams é o campeão de indicações da história do Oscar. Concorreu ao prêmio 51 vezes e ganhou 5 estatuetas. Amigo de Steven Spielberg, foi o responsável pelas trilhas de grandes clássicos dos anos 70 e 80, como Superman, Star Wars, Indiana Jones, Jurassic Park, A Lista de Schindler, E.T. o Extraterrestre, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Tubarão. Também é o compositor das trilhas dos filmes de Harry Potter, Inteligência Artificial, Memórias de uma Gueixa e O Resgate do Soldado Ryan. Além de compositor de trilhas para o cinema, Williams foi pianista de jazz em clubes de Nova Iorque, trabalhou com outro grande compositor de cinema - Henry Mancini - e compôs diversos concertos eruditos.