[[legacy_image_311118]] Fim de ano, fase em que os estudantes mergulham nos livros e apostilas, preparando-se para o maior desafio na vida de um jovem: o vestibular. E você, que é pai ou mãe, já parou para considerar como a iluminação do ambiente de estudo pode impactar diretamente na capacidade de aprendizado do seu filho? Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Adriana Tedesco, especialista em iluminação saudável, conta que a luminosidade desempenha papel fundamental no processo de aquisição de conhecimento e, consequentemente, na preparação para as provas. De acordo com ela, nossa capacidade de aprender é maior pela manhã, quando a cognição está intrinsecamente ligada aos níveis de cortisol, um hormônio que atinge seu pico por volta das 10 horas. “A luz elétrica dos ambientes de estudo influencia diretamente na memória e nos pensamentos. Portanto, é fundamental considerar a iluminação ao planejar a rotina de estudos”. A qualidade do sono noturno também está intrinsecamente relacionada a todo esse processo. “A luz noturna mal planejada pode prejudicar a síntese da melatonina, conhecida como o ‘hormônio do sono’, que desempenha papel vital nas tarefas do dia seguinte e na consolidação da memória, que ocorre no primeiro ciclo do sono. “Uma noite mal iluminada, seja em termos de intensidade ou temperatura de cor (luz branca), prejudicará a síntese desse hormônio. E a queda na produção de melatonina durante a noite afetará a produção de cortisol no dia seguinte, o que, por sua vez, impactará sua capacidade de aprendizado”, explica Tedesco. Quando se trata do ambiente de estudo em si, a disposição dos móveis desempenha papel crucial. “A mesa deve estar posicionada de maneira que a luz natural seja aproveitada ao máximo. O ideal é que seja perpendicular à janela e o mais próximo possível dela. Desta forma, a iluminação artificial vai complementar à luz natural e deve vir de cima, de forma difusa, garantindo um ambiente livre de sombras”. Adriana Tedesco destaca ainda a temperatura da cor da iluminação artificial. “Para otimizar a produção de cortisol, o que melhora o foco, a produtividade e a capacidade de memorização, a temperatura de cor da luz deve ser superior a 4000 Kelvin, o que equivale a uma luz branca. No entanto, à medida que a noite se aproxima, a temperatura de cor deve diminuir, atingindo 3000 Kelvin (luz branca morna). Isso prepara o organismo para a fisiologia noturna, garantindo que a luz não interfira nos mecanismos biológicos durante a noite e proporcionando as condições ideais para a consolidação da memória”. Para os estudantes que só podem dedicar tempo aos estudos durante a noite, a profissional ressalta que a temperatura da cor da iluminação deve ser mantida em torno de 4000 Kelvin. “Isso ajudará a dissipar a sonolência e manter o aluno focado e alerta. No entanto, é importante não estender muito os estudos durante esse período, para não prejudicar a consolidação da memória”.