[[legacy_image_159286]] A música foi a primeira paixão de Fiuk, em especial o rock, quando ainda tinha 8 anos. Mas, por causa do sucesso do pai, Fábio Jr, e por temer comparações, procurou suprimir esse gosto, chegando ao ponto de escutar música escondido. Graças à mãe, Fiuk começou a ter aulas de violão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com o tempo, se aventurou também nas Artes Cênicas. Sempre numa busca pela própria identidade, o que, segundo o paulistano de 31 anos, ficava evidente inclusive no seu jeito diferente de se vestir. Aí, vieram as primeiras conquistas e, no ano passado, a participação no Big Brother Brasil (BBB) 21, programa no qual ficou em terceiro lugar e que foi um divisor de águas na sua carreira. Hoje, Fiuk dá continuidade à boa fase, com projetos simultâneos na música, na moda e no drift (esporte que pratica e no qual se arrisca como empresário). Isso sem falar dos trabalhos como ator: pode ser conferido na animação Sing 2, dublando o personagem Johnny, e no dia 24, estreia Me Tira da Mira, filme em que, pela primeira vez, ele, o pai e a irmã Cleo contracenam juntos. A seguir, um bate-papo exclusivo com Fiuk. O Big Brother foi um divisor de águas na sua carreira? Sem dúvida. Eu vivo de desafios, de ciclos. Já passei por muita coisa, por vários momentos de pressão, a ponto de entrar em estado de choque e ter crise de ansiedade, mas nada chega perto do BBB. O programa foi uma das experiências mais extraordinárias e únicas que tive. Como sou intenso e tenho TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), precisei aprender a lidar com algumas situações. Qual foi o maior aprendizado que teve no BBB? Eu sou bem inseguro em algumas horas. Também sou bastante curioso e costumo escutar muita gente. Isso me atrapalhou nas primeiras semanas na casa. Ainda tem o seguinte: por causa da história da minha família, sempre fui fechado demais. Voltar do terceiro paredão foi um verdadeiro renascimento. Meu grande aprendizado no Big Brother foi aprender a confiar nos meus princípios, independentemente do que as pessoas vão achar. Relutou para contar que, antes do programa, teve de vender seu carro, o computador e a guitarra? Sim. Na reta final do BBB, pensei: “Não preciso ter vergonha de usar as minhas lágrimas para levantar o meu troféu”. Então, acabei expondo minhas dificuldades financeiras. Sabia que todo mundo aqui fora ia achar isso uma loucura, mas me orgulho muito da minha história. Hoje, consegui resolver a minha situação, estou bem financeiramente. No filme Me Tira da Mira, você, a Cleo e o Fábio Jr contracenam juntos pela primeira vez. Como foi essa experiência? Sempre tive vontade de fazer um trabalho com eles. Eu enchia o saco dos dois para que esse sonho se tornasse realidade. Lembro que, no primeiro dia no set, me senti uma criança ao ver o meu pai e a Cleo lá. Nos respeitamos bastante; tudo fluiu muito bem. Você se cobra demais? Muito! Também percebo que há grande expectativa dos outros em relação a mim. No começo da carreira, as pessoas queriam que eu cantasse músicas românticas como o meu pai. Só que sempre fui apaixonado por rock. Entendi que, independentemente de fazer sucesso ou não, eu precisava ser eu. E não devem ter faltado comparações com o Fábio Jr e a Cleo. Demais, e eu sofri com isso no início. Aos 16 anos, fui a um programa e pedi para que apenas falassem o meu nome. Só que me apresentaram assim: “Com vocês, a banda do filho do Fábio Jr”. Eu era imaturo na época e quase desisti da minha carreira algumas vezes, por medo das comparações. Ao contrário do que várias pessoas imaginam, ser filho do Fábio Jr é interessante até a página um. Abre algumas portas, no entanto fecha outras. Quando percebi que atuar e cantar era o que mais amava fazer, a situação começou a melhorar: rodei um filme, entrei na Malhação, gravei CD com a minha banda e ganhei um disco de ouro. O que veio primeiro: a música ou a interpretação? A música. Com 8 anos, já era louco por rock. O que aconteceu é que, antes de saber o meu nome, escutava dizerem que filho de peixe, peixinho é. Aí, quando perguntavam se queria cantar, dizia que não. Inclusive, passei a escutar música escondido. Minha mãe notou e me colocou para fazer aulas de violão. Não foi fácil a princípio, pois tinha aflição. Tocava escondido em casa e, na escola, montei uma banda escondido. Até que, aos 11 anos, comecei a fazer shows no colégio. Mais tarde, ainda trabalhei no backstage dos espetáculos do meu pai. Tem outros projetos encaminhados? Estou fazendo o longa Tração, que será o primeiro filme nacional de ação com drift, esporte de carro que pratico. Em paralelo, pretendo retomar o Drift Meet, evento que realizo desde 2018. Em termos musicais, estou com um planejamento bem legal. Em breve, vou lançar um feat com o Jorge Ben Jor e o Rael, e estou gravando uma faixa com o Gaab. E vou colocar no mercado a marca de roupas que uso desde 2018 e que vendia com exclusividade no Drift Meet. Desde os 13, 14 anos, utilizo algumas peças femininas e roupas estranhas que a galera não entende direito. Sempre fui meio fora da curva, pela busca de criar a minha identidade.“Eu sou intenso”