[[legacy_image_348094]] Ator, dançarino e cantor, Vittor Fernando se viu sem trabalho no início da pandemia, voltou para a casa da mãe e começou a gravar vídeos divertidos para a internet. Com isso, surgiu mais uma faceta do artista, como produtor de conteúdo. E ele faz muito sucesso falando de temas do cotidiano, somando hoje quase 20 milhões de seguidores na redes sociais. Só no TikTok, acumula 11 milhões. Um dos nomes promissores no audiovisual brasileiro, tem participações em produções como Um Ano Inesquecível - Outono (dirigido por Lázaro Ramos) e Um Dia Cinco Estrelas (direção de Hsu Chien) no Prime Video. Agora, Vittor estreia na Netflix, com a série Ponto Final. Também já atuou em musicais como Peter Pan e Billy Eliot, entre outros trabalhos no teatro brasileiro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Você é bailarino e ator, mas na pandemia se destacou como tiktoker e acabou que isso lhe deu fama e, acredito, monetização. Como isso aconteceu? Sim, sou bailarino e ator, e canto um pouquinho também. Estudei canto para musical. Faço de tudo um pouco, até arte circense. Eu trabalhava com teatro musical, antes da pandemia, e já tinha feito filmes também e algumas publicidades para TV, como ator. Na pandemia, comecei a criar conteúdo para o TikTok, quando a plataforma começou a surgir aqui no Brasil, e a gente estava sem ter como trabalhar na pandemia, nós artistas e acho que até o audiovisual parou, depois acabamos voltando antes do teatro, mas parou por um tempo. E não tínhamos muita perspectiva, né, achando que ficaríamos parados três, sete dias e no fim isso durou anos. A partir daí, foi quando comecei a criar para o TikTok, inicialmente para me divertir mesmo. Acabou que os vídeos viralizaram e eu descobri essa nova forma de trabalhar, com a arte de certa forma, por meio da internet, criando esquetes, escrevendo comédia, que é algo que eu gosto, criando personagens. Você já dominava esse veículo de mídia? Não conhecia tanto esse mundo, sendo sincero. As coisas foram acontecendo, os vídeos foram viralizando e hoje em dia eu trabalho principalmente com internet, em paralelo à minha carreira como ator. Foi uma doideira, porque eu morava sozinho, mas acabei voltando para a casa da minha mãe, na pandemia, e foi lá que comecei a gravar os primeiros vídeos, que são bem inspirados na família e na situação em que eu me encontrava, de voltar a morar com eles depois de adulto e tirando humor dessa vivência. Hoje, amo trabalhar com a internet e me conectar com as pessoas. Você já fez diversos musicais importantes, inclusive Chacrinha, Peter Pan e outros. Isso é o que você mais gosta de fazer? Produzir vídeos na internet te ajuda nisso? Já fiz alguns musicais, como esses que você citou, fiz também Billy Elliot, que foi dirigido pelos próprios diretores da Broadway, por exemplo. É uma das coisas que amo fazer, porque o musical junta muitas das minhas paixões, como atuar, dançar e cantar, tudo isso ali no palco. Mas eu também amo fazer audiovisual, estudei cinema, atuação e direção para cinema, além do teatro. Sobre a internet, acredito que a visibilidade que ela me deu acabou me abrindo muitas portas. É um mercado que eu já galgava antes e no qual, de certa forma, já estava inserido, pela trajetória artística que estava construindo, mas essa visibilidade que a internet me deu acaba me ajudando ainda mais a conseguir outros trabalhos, porque as pessoas acabam conhecendo meu trabalho, como, por exemplo, os produtores de elenco. Hoje, entendo que quando você trabalha na internet, isso acaba sendo sua vitrine. O streaming abriu um campo ainda maior para o audiovisual, com mais oportunidades. Para você também abriu mais espaço? Acredito que o streaming abriu muito espaço para o audiovisual no Brasil, principalmente porque nós já temos uma cultura forte das novelas, mas, apesar de termos uma força no cinema nacional, ainda é uma batalha. O streaming e as produções nacionais, com certeza, engrandeceram o audiovisual brasileiro, com mais oportunidades e variedade de conteúdo, gênero, formas de atuação e direção. O streaming e a internet estão muito próximos, diria até que caminhando lado a lado. E a pressão da internet é grande? Tem que postar a todo momento, expor a vida. Você se sente exposto? Existe uma pressão em trabalhar com a internet, que não só eu, mas muita gente sente, porém, acredito que sempre vivi sob pressão e acho que quem é artista está um pouco acostumado a viver dessa maneira, afinal nós estamos sempre fazendo testes, sendo avaliados, então não é tão diferente quando você já tem esse background, de um trabalho que exige que você seja o seu próprio produto e que você seja avaliado. Mas no meu caso, entrei na internet um pouquinho mais velho e mais calejado, não tão novinho. Acredito que quem entra muito jovem nesse meio acaba sofrendo e sentindo essa pressão de forma mais intensa. Mas eu acredito também que a gente expõe o recorte que quer da nossa vida. É claro que as pessoas sempre dão uma futricada, mas tento expor a parte maneira. O que é muito pessoal, se eu achar que vai agregar na vida de alguém, exponho. Caso contrário, não. Acho que cada pessoa, como figura pública, que trabalha com a internet, tem que saber os seus limites. Agora você está em Ponto Final, na Netflix, e também tem trabalho no Prime Video. O que podemos esperar mais para este ano? Há novos convites e projetos em andamento? Sim, estou no elenco de Ponto Final, na Netflix, e também com dois filmes no Prime Video, Um Ano Inesquecível: Outono e Um Dia Cinco Estrelas, além de já ter feito uma pequena participação em uma outra série do Rodrigo Santana, na Netflix. Para este ano, estão surgindo algumas propostas, mas ainda preciso participar dos testes, porque para quem acha que nós somos apenas convidados e já temos o papel, não é assim. Sempre precisamos fazer um teste ou uma avaliação. Espero que essas propostas se concretizem. Você começou a trabalhar cedo. O que gosta de fazer, nas horas de lazer, além de atuar, dançar, postar… Comecei a trabalhar aos 16 anos para poder ajudar a minha família e é muito difícil para mim ficar parado. Acho que todo artista ama o que faz, mas nas minhas horas vagas eu gosto de encontrar os meus amigos que moram perto da minha casa, gosto de fazer coisas tranquilas, às vezes gosto de dar um rolezinho, adoro jogar com os meus amigos. Sou uma pessoa competitiva. Amo ouvir música, assistir a filmes, séries, novelas e vídeos na internet, e nem sempre estou trabalhando, aí faço isso. Além disso, tenho treinado também, inclusive o treino tem se tornado na minha vida um momento de lazer, é um momento que eu tiro para mim mesmo, para cuidar da minha saúde.