[[legacy_image_221995]] Não há nada melhor do que uma casa que reflete a personalidade dos moradores, destacando suas paixões e hobbies neste espaço que é sinônimo de aconchego, conforto e, principalmente, lar. Uma forma eficaz e agradável de incorporar o amor por livros e o desejo de mostrar, por meio de objetos, a história de uma família é usar estantes. A arquiteta Aiê Tombolato, que baseia grande parte do seu trabalho na empatia e conexão com os clientes, tem um histórico rico de soluções e dicas envolvendo o uso desse elemento. Ao pensar em uma prateleira para abrigar livros, um dos primeiros passos é analisar a quantidade e o peso das publicações, fator que influencia no layout a ser escolhido, bem como no suporte. Quanto a ele, existem diversos disponíveis no mercado, idealizados para aguentar de 50kg a 160kg, se instalados corretamente. Um dos projetos residenciais da arquiteta foi criar uma distribuição apropriada para o acervo de quase 1.500 livros do morador. Para alcançar esse objetivo, ela criou seis prateleiras que percorrem a parede mais extensa da sala, tornando os exemplares os protagonistas do cômodo. “No apartamento de 100 m2, a sala tem a parede literalmente coberta de estantes, deixando somente o espaço para a porta”. O acabamento da estrutura, com fixação metálica na parede e grapas por trás do painel, foi feito em folha de carvalho natural, com finalização fosca. Em alguns pontos, as prateleiras recebem “travas”, no mesmo material, para evitar que as obras tombem para o lado – essa é uma dica certeira para fugir da desorganização e para uma manutenção muito assertiva do acervo. Isso, ainda, acrescenta bastante ao décor, dando a impressão de um porta-livros. Mas não são apenas vastas coleções literárias que podem compor estante de impacto. Objetos decorativos, especialmente aqueles que carregam a história da família, são bem-vinda adição à estrutura, bem como quadros, vasos e flores. Ordene com destaqueSó o fato de ordenar os livros de uma maneira esteticamente agradável é capaz de dar uma cara totalmente nova ao décor do espaço, seja ele uma sala de estar ou, até mesmo, ambientes menores, como quartos e corredores. Para quebrar aquele visual de livraria tradicional, Aiê recomenda intercalar a forma de distribuição dos exemplares, colocando alguns em sequência vertical (em pé) e, os demais, na horizontal (um em cima do outro). Também é interessante selecionar uma edição que possua uma capa mais trabalhada, ou que tenha significado especial para os moradores, e deixá-la em destaque, apoiando-a contra a parede da estante. Já quando se fala de conservação, existem certas práticas que ajudam a preservar a integridade das obras. Se possível, a coleção deve ser mantida longe da luz direta do sol, mas em cômodos bastante arejados. Na hora da organização, não é bom pressionar as publicações umas contra as outras, pois isso pode afetar a capa e a lombada. No manuseio, o melhor é lavar as mãos antes de manipular, para evitar manchas – para quem leva a sério a salvaguarda do acervo, investir em luvas é uma alternativa.