[[legacy_image_278470]] Num mundo em constante transformação, onde a palavra crise parece fazer parte do vocabulário cotidiano, adotar uma metodologia de administração financeira em casa é essencial para evitar dores de cabeça e conquistar estabilidade econômica. Ter um planejamento eficiente, separando os gastos essenciais dos supérfluos, pode não parecer tarefa fácil, mas com algumas dicas e estratégias é possível fugir do vermelho, controlar as despesas e evitar gastos que são desnecessários. Para o economista Luciano Simões, a primeira etapa para a administração das finanças é conversar com todos os membros da família e estabelecer um orçamento completo. “É preciso entender a renda e as despesas da casa. Então, quanto o marido e/ou a mulher ganham? Quanto o filho que está fazendo estágio recebe? Junte tudo isso e comece a fazer um orçamento, ou seja, quanto dinheiro será destinado para o sustento da casa”, explica. Coloque no papel as despesas da casa, como água, luz, aluguel, escola, internet. Essas são chamadas gastos fixos, ou seja, aquilo que todo mês você precisa pagar. Só que, além desses custos essenciais, existem os extras: “Se eu frequento uma academia, se vou pedir uma pizza, se vou ao cinema… Tudo isso acaba entrando nos chamados gastos extras”. Junto às despesas fixas e extras, o economista cita uma terceira linha, que considera de extrema importância: o fundo de reserva, que nada mais é do que uma quantia destinada a situações emergenciais ou necessidades imprevistas. Atenção ao que é supérfluoIdentificar e priorizar os gastos essenciais em relação aos supérfluos também é uma parte fundamental do planejamento financeiro. “As despesas essenciais, como água, luz, alimentação e financiamentos, devem ser priorizadas. Já as supérfluas, como idas ao cinema e compras não essenciais, devem ter uma verba própria, que não seja a principal preocupação do orçamento, mas que permita pequenos prazeres e atividades sociais”, diz Simões. O economista indica que, após pagar todos os gastos essenciais, se você conseguir deixar uma quantia para o que é supérfluo e para a reserva de emergência, vale fazer uma simples conta. “Destine 70% do dinheiro que sobrar para uma reserva e 30% para os gastos supérfluos. Ou seja, se uma pessoa possui uma renda de RS 10 mil e ela gasta R\$ 7 mil com todas as despesas fixas e essenciais, então sobraram R\$ 3 mil. Dessa quantia, você guardaria R\$ 2.100 em uma reserva e os R\$ 900 restantes para suas compras avulsas, que são os custos supérfluos”. Erros mais comunsQuando questionado sobre os erros mais comuns na administração das finanças domésticas, o economista Luciano Simões destaca a falta de conhecimento como o principal dos deslizes. Muitas pessoas evitam lidar com as finanças por acharem que é um assunto complexo ou apenas relacionado a bancos. No entanto, entender a própria situação financeira, analisando os seus ganhos e despesas, é fundamental para evitar problemas e endividamentos. O economista ainda aponta a falta de criação de uma reserva financeira como outro erro grave. “Se a pessoa ganha muito bem e não consegue nem fazer uma reserva, se ela ficar desempregada ou precisar de um tratamento médico, não vai ter como arcar com aquilo. A falta de preocupação com o futuro também gera problemas financeiros”, diz.