[[legacy_image_251239]] A esperança é responsável por nos fazer sonhar. Além de aumentar a confiança, ela se mostra capaz de levantar o nosso desejo de superar obstáculos em busca de uma vida melhor. Você já pensou em viver sem esse sentimento? É o que acontece com aqueles que deixaram de encontrar sentido nas atividades do presente ou motivação para continuar seus hobbies e projetos. Assim, andam no limbo da desesperança. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ela é um estado emocional que rouba a perspectiva de futuro, o que acaba sendo prejudicial para a saúde mental. “O sentimento de desesperança pode gerar desde um estado de depressão leve e ansiedade até quadros mais intensos, que podem levar ao desespero, à violência e à autolesão (o que inclui os vícios e a autossabotagem)”, explica a psicóloga Juliana Lopes Sinhorelli. “Eu não acredito no meu melhor, então não ajo. Não agindo, nada muda. E se nada muda e tudo vai mal, passo a reforçar a crença de que realmente é difícil ou de que sou o problema. É um ciclo. Não acreditar no futuro nos mantém em estado de imobilidade, totalmente contrário ao movimento de vida, que é o fluir através da busca e do desenvolvimento pessoal”. Diferentemente da esperança, a desesperança é a ausência da fé, da vontade ou da motivação. “Geralmente, não gostamos de verdades que abalam as nossas ilusões. Portanto, a desesperança pode ser como um sistema de segurança de energia, que eu desligo automaticamente para não sobrecarregar o sistema. Não vou para frente nem para trás”, exemplifica Juliana. Características de uma pessoa que passa por issoÉ normal ficar triste quando algo desagradável acontece. O problema é quando essa tristeza deixa de ser pontual e vira desesperança. Aí, para alguns, até uma simples tarefa como levantar da cama se transforma em um grande desafio. Veja quais são os principais sinais- Foco no negativo (por meio de pensamentos, falas ou comportamentos);- Dificuldade para tomar decisões (mesmo as mais simples);- Sentimento frequente de desamparo (até quando a realidade mostra o oposto);- Sensação de impotência ou incapacidade (reforçadas pelas crenças limitantes de conhecimento); - Desaprender a sonhar;- Vive no improviso ou piloto automático em todas – ou quase todas – as áreas da vida. É possível desapegar desse sentimentoUm dos pensamentos mais comuns de alguém que vive sem esperanças é: “qual o propósito disso?” Ou: “por que eu deveria me importar?” Superar essas dores e frustrações não é uma tarefa fácil. Porém, segundo Juliana Lopes Sinhorelli, algumas dicas podem ajudar a se desapegar desse sentimento e transformar a dor em força de viver. Procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, por exemplo, é essencial durante essa jornada.1. Assuma o controle de sua vida, aplicando os conceitos de autorresponsabilidade: não existem salvadores ou representantes dos nossos sonhos;2. “Alimente-se” de estímulos positivos, sejam eles grupos, ambientes, pessoas ou hábitos saudáveis; 3. Cuide de suas emoções, resolva seus problemas e reveja constantemente seu sistema de crenças e sua visão de mundo;4. Expresse gratidão, reconheça o que você tem, mesmo as coisas simples: não somente por aquisições ou por serviços que pode pagar, agradeça por acontecimentos, por pequenos movimentos de avanço, por algum momento especial do dia.