[[legacy_image_203064]] “Na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe”. Esses são os votos preferidos dos noivos que, durante a cerimônia de casamento, almejam uma vida longa e próspera a dois. Porém, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, desde o início da pandemia de covid-19, os casamentos duram três anos a menos do que antes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No Brasil, o tempo médio de duração de um casamento que resulta em divórcio caiu de 15,9 anos em 2010 para 13,3 anos em 2020. Diante disso, como fugir de tal estatística e ter um relacionamento duradouro? Segundo Maicon Paiva, especialista em relacionamentos e fundador do Espaço Recomeçar, isso é um dos reflexos do isolamento imposto pela fase aguda da pandemia, em que os casais tiveram que ficar 24 horas do dia em casa, com receio da doença e, em muitos casos, lidando com problemas financeiros. “Esses momentos desafiadores e atípicos a pessoas de todo o mundo não favorecem os laços amorosos e familiares”. Deve-se entender que nenhum casamento é perfeito, mas há casais que entendem que a relação ainda não precisa ter um ponto final e buscam alternativas para estabelecer harmonia e amor no dia a dia. “É normal que as pessoas recorram a caminhos alternativos para renovar as energias da união. Uma dessas vias é cuidar da saúde emocional e espiritual para vencer os obstáculos amorosos”, afirma Paiva. SinaisCom o passar dos anos, muitos casais acabam se acomodando e permitindo que as coisas se repitam, sem colocar novos elementos na relação para deixar acesa a chama da paixão. Essa rotina, se não for bem administrada, pode, muitas vezes, dinamitar um relacionamento e até ter o papel de catalisador de outros problemas na vida a dois, como a infidelidade. “Todo casamento está sujeito a uma crise em algum momento. O desejo de continuarem juntos deve ser o principal combustível para que, unidos, busquem alternativas para fugir dos pesos da relação depois de uma vida a dois”, orienta o especialista no assunto. Ele diz que essa busca deve ser feita com muita honestidade e empatia, sempre ciente de que o outro pode ter alguma ferida aberta ou algo mal resolvido. De acordo com Paiva, se o relacionamento possui má comunicação, excesso de brigas, dificuldade de reconciliação ou sentimento de desconexão, é o momento para encarar a situação e colocar os pingos nos is, seja para o término ou a busca por ferramentas que permitam uma relação amorosa saudável e enérgica. Saúde emocionalA saúde emocional depende de uma série de fatores e, claro, influencia e é muito influenciada pela relação amorosa. “Quando duas pessoas namoram, elas dividem suas energias uma com a outra, e é por isso que a relação deve ser saudável, porque ela vai influenciar em absolutamente todas as áreas da sua vida, incluindo a profissional”, explica Maicon Paiva. Ele reforça que a forma como você lida com o seu trabalho, com a sua família ou qualquer outro ciclo social que faça parte influencia na sua forma de expressar e se relacionar. “Limpar a alma e se livrar das vibrações negativas do dia a dia, seja por terapia ou espiritualidade, é um passo importante para que se viva um relacionamento mais próspero e saudável”.Confira as dicas para amenizar brigas e reconectar-se