[[legacy_image_249593]] O ano começou para valer e o alerta vai para a falta de iluminação adequada no ambiente de estudo. A naturopata Adriana Tedesco, especialista em projetos de iluminação saudável, alerta que o calibre da luz nas salas de aula pode ter forte impacto no desempenho dos alunos e na atuação dos professores. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “A iluminação pode ser positiva, contribuindo para que eles fiquem mais focados e tenham maior produtividade, ou interferir de maneira negativa, causando desconforto, irritação, sono e problemas visuais”, diz. O ideal, segundo Adriana, são as salas de aula com controle de intensidade e temperatura da cor da luz, que vão ser calibradas de acordo com as atividades. “A luz não pode ser estática, já que um bom projeto de iluminação precisa levar em consideração a forma como o organismo reage a ela”, explica. Segundo a profissional, a iluminação deve ser uniforme, sem sombras e contrastes, mas com controle de ofuscamento, difusa e atendendo às necessidades visuais nas tarefas. Outro ponto importante é saber aproveitar muito a quantidade de luz natural que adentra nas salas de aula e no ambiente de estudo doméstico. Pesquisa feita pela Philips evidenciou um aumento de 33% na performance acadêmica dos alunos que foram submetidos a salas de aula com iluminação personalizada e controlada, em comparação aos que continuaram com a iluminação estática e convencional. Até porque a má iluminação nas salas de aula, sob o ponto de vista da saúde dos usuários, pode vir a desencadear ou agravar problemas de saúde. “O que mais observamos são as questões que podem interferir biologicamente na saúde dos alunos e professores, como o ofuscamento gerado por alguns tipos de luminárias, que não possuem este controle e que acabam emitindo níveis acima do permitido. Sem falar no contraste, que obriga o nosso aparelho óptico a estar em constante readaptação. Isso gera fadiga visual e, consequentemente, náuseas, dores de cabeça, pálpebras pesadas, vermelhidão, lacrimejamento e incômodos de forma geral, que também são sinais de irritação na retina”, alerta Adriana Tedesco. Todo esse desconforto leva a mudanças de humor, que também acabam impactando bastante a produtividade. “A temperatura de cor da luz é outro ponto que atua diretamente na informação que será levada ao organismo, desencadeando a síntese de hormônios que influenciam no humor”. É possível manipular a iluminação para que esses espectros emitidos pela luz venham a contribuir para aumentar a concentração em determinados horários. Um bom exemplo de como isso pode funcionar na prática é a personalização controlada da luz nas salas de aula, como enfatiza a especialista. “Nos primeiros 30 minutos da chegada dos alunos à sala de aula, a luz deve estar com temperatura de cor acima de 6500K, para encerrar o que pode ter restado do ciclo do sono dos estudantes. Já no final de cada aula e no período de descanso, a temperatura da cor da luz deve cair para 2700K, trazendo calmaria e relaxamento, compensando as atividades que estimularam períodos de grande concentração. Para cada canto da escola, deve haver um projeto de iluminação que irá facilitar o propósito de cada espaço. E para todo esse controle, a tecnologia mais utilizada hoje nos projetos de iluminação é a LED, que permite manipular os espectros da luz tanto no grau de abertura e intensidade quanto no ofuscamento, de uma forma precisa”.