[[legacy_image_336141]] Florais, adocicados, orientais, cítricos e amadeiradas. É fácil confundir o olfato com tantas notas olfativas no momento de avaliar um novo perfume para chamar de seu. A dica de ouro de Fabiano Ramos, perfumista, da Ginger Fragrances, é não fazer escolhas imediatas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Para algumas pessoas, é inaceitável sair de casa sem algumas boas borrifadas de perfume. E quando o frasco vai chegando ao fim, hora de escolher uma nova fragrância para chamar de sua. Nas lojas, a mistura de notas pode ser tão grande a ponto de confundir o olfato durante a decisão de compra. Por isso, Fabiano Ramos indica ter muita calma nesse momento. No fogoA palavra perfume vem da combinação das palavras do latim “per” + “fumum”, que significam “através” e “fumaça”. O termo remete à prática antiga de queimar substâncias para produzir fragrâncias agradáveis. Ao longo da história, essa técnica evoluiu, levando à criação do que conhecemos como perfume. Tudo começou na descoberta do fogo, que permitiu a combustão de madeiras, galhos, folhas e resinas que exalavam intensos e diferentes odores. Os primeiros usos de tipos de perfume, realizados em 1.500 a.C., estavam associados a ritos religiosos, através da utilização de óleos, incensos e mirras. O uso do perfume em situações cotidianas veio bem mais tarde, em 60 a.C., com os membros mais destacados da sociedade egípcia. Cleópatra, por exemplo, usava em seu corpo um perfume feito de rosas. Não faça escolhas imediatasO primeiro conselho do profissional é não escolher o perfume à primeira borrifada. “Cada pele reage a um perfume de maneira única, então o ideal é experimentar e voltar à loja apenas no dia seguinte para comprá-lo de fato. Essa diferenciação tem relação direta com a alimentação de cada um, os cuidados, o pH e até o tipo de pele. Por isso, é comum sentir que um mesmo cheiro não exala da mesma maneira em pessoas diferentes”, explica. Considere o seu tipo de peleGosta de estar com perfume o dia todo, mas aquela fragrância não fixa? Isso tem a ver com os tipos de pele. “Por exemplo, peles secas retêm menos perfume, ou seja, a fragrância evapora mais rápido. Já as mistas e as oleosas concentram mais os cheiros e são capazes de fixá-los por um período maior”, diz Fabiano. Ela explica que é possível resolver o contratempo. “Aplique um hidratante neutro antes de borrifar o perfume. Isso vai fazer com que ele incorpore melhor à pele, prolongando a perfumação”. Entenda as fasesAlém do tipo de pele, o próprio perfume tem fases que exalam notas diferentes ao longo de sua aplicação. Segundo o perfumista, a pirâmide olfativa é formada pelas notas de topo, aquelas que são percebidas logo depois de uma borrifada, mas que evaporam rapidamente; as notas de corpo, que aparecem assim que o perfume é absorvido pela pele, nas quais estão os principais componentes do perfume, que farão você amá-lo ou descartá-lo; e, por fim, as notas de fundo, que dão às caras só depois de algumas horas e imprimem a personalidade daquele cheiro. Descubra sua fragrância preferidaComo disse o profissional, há várias classificações olfativas. Mas como saber qual delas é a favorita? Antes de ir até uma loja, avalie seus frascos e encontre uma rota. “Se a maioria apresentar fragrâncias leves e frescas, com certeza seu tipo de perfume está na família cítrica, frutada ou floral. Agora, se forem doces e intensos, é na categoria de orientais e amadeirados que você vai encontrar seu próximo perfume”, indica Fabiano. Ele chama a atenção também para a saturação olfativa, quando o organismo se acomoda com determinados aromas que são sentidos com frequência. Pensando nisso, recomenda investir em perfumes diferentes dos de costume, assim, o olfato é treinado constantemente e a penteadeira ganha novas opções.