[[legacy_image_217071]] A meditação tem sido uma opção cada vez mais usada por quem busca maior qualidade de vida, tanto para lidar com desconfortos psicológicos e pressões do dia a dia quanto para estimular o autoconhecimento. Basta ver que essa prática, apesar de antiga e mais relacionada aos orientais, entrou de vez nos costumes ocidentais e até passou a ser alvo de experimentos científicos, que comprovam a sua eficácia. Estudo publicado na revista Psychiatry Research: Neuroimaging aponta que fazer meditação com regularidade pode desencadear mudanças no cérebro. Apenas oito semanas consecutivas de prática, com média diária de 27 minutos, conseguem alterar fisicamente o nosso cérebro. “A meditação é um método para familiarizarmos a nossa mente com a virtude. Quanto mais acostumada com isso, mais calma e pacífica ela se torna”, explica Kadam Milo, professor do Centro Budista Kadampa Lamrim, em Santos. Ele diz que quem não medita costuma ter cabeça agitada, descontrolada e tende a sofrer de desconforto mental, estresse, ansiedade, além de se deparar mais com preocupações, medos e tristezas.CONFIRA MAIS DICAS Toques para quem vai começarNo primeiro momento, deve-se praticar a meditação em pequenos períodos de tempo e aumentá-los progressivamente, à medida que a mente se habitua ao estado de concentração. A melhor maneira de começar a meditar é procurando um professor que possa orientar a prática de acordo com os seus objetivos. Geshe Kelsang Gyatso, mestre de meditação que fundou o Centro Budista Kadampa Lam- rim e muitos outros por todo o mundo, publicou livro chamado Como Transformar a sua Vida, que ensina sobre a meditação e está disponível para download gratuito no site www.san tosmedita.org.br. A obra indica que “a primeira etapa da meditação é interromper as distrações e fazer com que a nossa mente se torne mais clara e mais lúcida. Isso pode ser alcançado por meio de uma meditação respiratória simples. Escolha um local quieto para meditar e sente-se em uma postura que seja confortável”. Em seguida, com as costas eretas, a fim de impedir que a mente se torne vagarosa ou sonolenta, pode-se fechar os olhos e direcionar a atenção para a respiração. “Respiramos naturalmente, de preferência pelas narinas, sem nos preocuparmos em controlar esse processo. Portanto, podemos nos conscientizar da sensação da respiração, conforme o ar entra e sai pelas narinas”. OK, a princípio, a mente estará muito ocupada e você poderá até mesmo achar que a meditação faz com que a sua cabeça se torne mais agitada. Só que, na verdade, estará apenas ficando mais consciente de quão ocupada e agitada a sua mente realmente é. E haverá a grande tentação de seguir os diferentes pensamentos que vão surgindo, mas procure resistir a isso e permaneça focado na sua respiração. Meditando com paciência, os pensamentos que distraem irão diminuir e você experimentará uma sensação de paz interior e relaxamento. “Quando o mar está agitado, os sedimentos são revolvidos e a água se torna turva, escura; mas, quando o vento se extingue, o lodo gradualmente se assenta e a água se torna clara. De modo semelhante, quando o fluxo incessante dos nossos pensamentos distrativos é acalmado pela concentração na respiração, a nossa mente se torna extraordinariamente lúcida e clara”.