[[legacy_image_332762]] O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno psiquiátrico que induz a pensamentos intrusivos persistentes (obsessões) e comportamentos repetitivos (compulsões), muitas vezes realizados para aliviar a ansiedade associada. De acordo com o médico psiquiatra Flávio Nascimento, o distúrbio pode se manifestar de várias formas, mas sempre tendo a ansiedade como um multiplicador do problema. “O TOC pode se manifestar de diversas formas, como obsessões por limpeza, organização, verificação constante ou pensamentos intrusivos. A ansiedade intensifica esses comportamentos, levando a rituais compulsivos para aliviar o desconforto”, afirma. Segundo o especialista, são diversas as causas para o surgimento do problema, mas ainda são necessários mais estudos para compreender melhor quais têm maior impacto nesse processo. “Trata-se de um transtorno multifatorial. No entanto, descobertas recentes apontam fatores biológicos, genéticos, desequilíbrios neuroquímicos no cérebro, principalmente relacionados à serotonina, transtornos psicológicos e relação com outras condições como depressão e ansiedade relacionados”. Na verdade, todos temos pequenos hábitos ou rituais para determinadas tarefas. Mas, a partir do momento em que isso começa a prejudicar nosso rendimento pessoal e profissional é preciso buscar ajuda especializada. “Quando os sintomas exagerados promovem impactos negativos na rotina da pessoa ou mesmo quando ela perde o controle sobre a decisão de fazer algo ou não, é preciso a avaliação para que o diagnóstico seja feito e o tratamento inicie o quanto antes”. Preocupação com limpeza excessiva, necessidade de checar insistentemente trancas da casa ou de verificar constantemente se guardou objetos nos devidos lugares são alguns sinais. “O TOC induz a pensamentos intrusivos violentos, organização excessiva envolvendo simetria, rituais ilógicos, seguimento de etapas rígidas, entre outros”. Uma das principais dúvidas de quem recebe o diagnóstico de TOC é sobre o tratamento. De acordo com o médico Flávio Nascimento, apenas um profissional pode direcionar o tratamento para cada caso. “Podemos tratar com medicamentos, como antidepressivos e inibidores de serotonina, ou por meio de terapia cognitivo-comportamental, que utiliza a exposição do paciente a situações-gatilho de forma gradual. A abordagem correta só pode ser definida após a avaliação do médico”.