[[legacy_image_203073]] Na leitura contemporânea da arquitetura, ela passou a ter a cozinha como uma concorrente ao título de coração da casa, justamente pela característica de reunir pessoas. Mas o fato é que a sala de estar sempre será o cômodo considerado como ponto de encontro entre os moradores, que se acomodam para o entretenimento à frente da TV, e para a convivência com seus convidados. Além de comumente figurar na parte central da planta e receber a porta de entrada, ela norteia o estilo do projeto decorativo. “A sala deve conseguir abraçar a todos e proporcionar, ao mesmo tempo, as sensações de conforto e segurança”, ressalta a arquiteta Andrea Camillo. A depender da sua configuração e dos elementos ali colocados, também pode adquirir múltiplas funções. Básicos primeiroEm contrapartida com a infinidade de opções, alguns elementos não podem faltar em uma sala de estar, independentemente do estilo adotado. Junto com o sofá, a profissional destaca tapete, cortinas, almofadas, plantas e uma iluminação sob medida. De acordo com Andrea, todas as decisões precisam ser tomadas com o layout do projeto em mãos. Esse preview abrange tanto a configuração pretendida como as medidas – que asseguram a harmonia e a funcionalidade do ambiente. “Não podemos abrir mão de manter a circulação confortável entre o mobiliário e o diálogo nas escolhas realizadas, que envolvem as peças em si, tecidos, materiais e formatos”. Para os moradores que consideram a cozinha como uma continuidade do conceito de receber bem, a conexão com a sala é uma boa opção. Dessa forma, o anfitrião não precisa se ausentar enquanto prepara uma refeição. “Salas integradas com cozinhas amplas ou espaços gourmet funcionam muito bem para conviver e compartilhar experiências gastronômicas”. Paleta e elementosEstabelecer a paleta de cores é fundamental para acompanhar a tomada de decisão que é seguida por escolhas de texturas e formatos. Segundo a arquiteta, analisar as necessidades e as funções desejadas são indicadores valiosos para não errar. Entre os critérios, é preciso considerar os hábitos dos moradores, como a constância com que recebem convidados – que demandará a inclusão de assentos extras –, e quantas vezes utilizarão, em média, a sala para ver TV ou ouvir música, por exemplo. “Costumo iniciar pelas peças maiores, como sofás, poltronas e mesas, para só depois ir para tapetes, cortinas e outros adornos”. DecoraçãoDepois, é hora dos itens decorativos, que fazem a diferença, mas não são tão essenciais para as atividades realizadas na sala de estar. “Nessa fase, consideramos aquilo que vai além da estética. Na conversa com os meus clientes, procuro compreender quais são as sensações desejadas na sala”. IluminaçãoComo a luz é capaz de criar a atmosfera sonhada, para a sala de estar a especialista sugere recursos como sancas de LED e a disposição de peças com lâmpadas AR70 focadas em aparadores, mesinhas e outros. Outra possibilidade é investir em versões dicroicas – lâmpadas alógenas de baixa voltagem com um interior composto por uma superfície refletora –, ou perfis de LED. Otimizando o livingAlém dos já conhecidos móveis planejados, que podem otimizar, e muito, os espaços, a inserção de peças dois em um costuma resolver a vida dos moradores. “Um pufe pode se tornar uma mesa de centro e servir de assento em ocasiões específicas”. Para tornar a manutenção simplificada, materiais de fácil limpeza deixam a vida muito melhor. É o caso dos tecidos impermeáveis para sofás, poltronas e cadeiras, além da aplicação do porcelanato nos pisos.