[[legacy_image_192531]] O direto e roteirista Baz Luhrmann, de Moulin Rouge, está de volta e essa é a melhor notícia que se pode dar sobre Elvis, o misto de cinebiografia e celebração/colagem pop que chegou nesta semana às telas da região. Mais do que contar a história do maior astro da história do rock, que até hoje alimenta milhares de fã-clubes e teorias da conspiração, Elvis transforma essa trajetória em uma fábula cheia de estilo e com pouco compromisso com a história real. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios O toque do diretor é perceptível na montagem, rápida, com cara muito mais de trailer do que de filme, nos covers das canções imortalizadas por Elvis em vozes contemporâneas e também na pouca profundidade com que a história é contada. Profundidade, aliás, que nunca foi a marca de Luhrmann. A forma, em seus filmes, vale muito mais do que o conteúdo. E tudo bem com isso, desde que o público embarque na proposta. A história, aqui, é contada a partir do ponto de vista do Coronel Parker, o polêmico e controverso empresário que descobriu Elvis, o transformou em um fenômeno pop, mas que também foi um dos responsáveis – talvez o maior – por sua derrocada. É essa relação de amor e ódio, de admiração, interesse e controle e por fim de autodestruição, ao longo de 20 anos, o ponto central do filme. O veterano Tom Hanks foi uma escolha perfeita para o papel do vilão – e narrador – da história. Ele está muito, mas muito caricato. Já o relativamente desconhecido Austin Butler encarna Elvis com competência, exalando todo o carisma e a potência do cantor e ator. A história tem os principais elementos da vida de Elvis, incluindo sua relação muito forte com a mãe, com a comunidade negra com que cresceu e que tanto o influenciou e especialmente com Priscilla Presley, a mulher de sua vida, entre tantas mulheres. Mas como são 20 anos contados em pouco mais de duas horas, o ritmo é frenético e há pontos de sua vida que quem não é fã não vai entender bem e quem é fã talvez não curta. Fato é que essa “pressa” se encaixa perfeitamente no estilo do diretor, conhecido por filmes espalhafatosos, extravagantes e ligeiros como Moulin Rouge. E aqui ele eleva essa característica à milésima potência. Aquela saída estratégica ao banheiro pode te fazer perder algo importante, então não abuse no refrigerante! Se você é um fã hardcore do artista, as chances de sair maravilhado ou decepcionado do cinema são em igual proporção. Questão de embarcar ou não na proposta, repito. Agora, se nem conhece direito quem foi Elvis Presley, também não será aqui que vai aprender muito sobre ele. Mas certamente vai ter uma experiência parecida com à dos fãs da época, ao descobrir o talento quase mágico dessa figura fundamental da cultura pop. Comparado a outras cinebiografias recentes, como Bohemian Rhapsody e Rocketman, Elvis é mais eficiente em celebrar o que de mais importante os artistas têm: magia e talento. Mesmo que o filme não seja muito mais do que um imenso videoclipe.Nota do crítico: +++++ +++ Vampiros adiadosA Warner adiou a estreia de A Hora do Vampiro, terrorzão inspirado no livro de Stephen King, de setembro próximo para abril do ano que vem. O motivo são os diversos casos de covid-19 na equipe de pós-produção. A Hora do Vampiro conta a história de um escritor que volta à cidade de sua infância para buscar inspiração e escrever o seu novo livro. Mas ele descobre que uma casa importante em suas memórias foi comprada por um sujeito bem estranho... O título já revela a conclusão da trama, não? O Star Wars de Taika WaititiO diretor neozelandês Taika Waititi, em cartaz nos cinemas com Thor: Amor e Trovão, está com a moral em alta em Hollywood. Depois de sucessos como Thor: Ragnarok, o drama Jojo Rabbit e a comédia de terror O Que Fazemos Nas Sombras, ele aceitou o desafio de roteirizar um filme da franquia Star Wars. Mesmo envolvido em vários outros projetos (como o remake de Os Bandidos do Tempo), ele deve começar a pré-produção no início de 2023. Nada se sabe sobre a história desse longa.