(Mateus Augusto Rubim/divulgação) Com 26 anos, Dora Freind já tem bastante experiência. Atriz, performer e dramaturga, trabalha desde os 15 anos. Sua estreia profissional foi em grande estilo: no filme Mate-me Por Favor (2015), que lhe rendeu uma premiação no Festival de Veneza. Depois, esteve no longa Medusa (2021) e no filme As Polacas (2023), no qual ganhou prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Punta Del Este - a estreia nos cinemas está prevista para novembro. No seu último trabalho, o filme Turista Aprendiz, de Murilo Salles, Dora encarou o desafio de viver Dolur, a filha de Tarsila do Amaral. Na TV, trabalhou como atriz em novelas como Amor de Mãe (2020) e Malhação Vidas Brasileiras (2019). No streaming, pode ser vista em De Volta aos 15, da Netflix, sucesso na terceira temporada. Na entrevista, ela destaca a importância das mulheres que a inspiram tanto na família como na profissão e da responsabilidade de poder revelar histórias reais pouco conhecidas, como a das imigrantes polonesas. Em De Volta aos 15, seu papel cresceu bastante na terceira temporada. Como foi contracenar com nomes como Maísa e Klara Castanho? As gravações foram inesquecíveis. Fiquei tão feliz quando descobri o crescimento da minha personagem na leitura do roteiro. É muito bom para nós atores quando nossos personagens ganham ainda mais camadas e desenvolvimento. A Bruna é um presente para mim e vocês podem esperar por muitas transformações e outras facetas vindo dela nesta temporada. Sobre o grupo, foi um amparo estar com pessoas tão receptivas numa convivência tão deliciosa. Ao mesmo tempo que o set tinha aquela energia gostosa e aquela adrenalina que um grupão de jovens juntos proporciona, havia um profissionalismo nítido por estar acompanhada de um elenco que, ainda que jovem, em sua maioria já trabalha na área há muito tempo. Isso faz toda a diferença. E claro que as amizades foram para muito além do set. A convivência é tão grande que quando a gente vê, já faz parte da vida um do outro. Fiz amizades ali para a vida toda! Logo haverá a estreia do filme As Polacas, que tem uma história pouco contada das imigrantes polonesas. Como foi seu envolvimento com a história? É uma honra para mim fazer parte desse filme. Primeiro, porque sou uma mulher judia e a cultura judaica faz parte de quem eu sou desde nova. Segundo, porque, das possibilidades que mais me movem, uma é poder dar luz a histórias reais que não foram amplamente contadas. É preciso conhecer a história das polacas. É preciso tocar na ferida justamente para que não se repita, para que se faça diferente. O trauma presente em cada relato que conheci por meio dos meus estudos me tirou o sono. Ver mulheres da minha comunidade, tão semelhantes a mim, que foram enganadas, traficadas e coagidas a abrir mão dos próprios corpos é de uma dor profunda. Por isso, sinto a responsabilidade de honrar cada uma dessas mulheres. Você também fez o papel da filha de Tarsila do Amaral, uma mulher emblemática da cultura brasileira. Como você vê essas mulheres que fazem diferença na nossa sociedade? Vejo como uma grande inspiração. Estudei muito a Tarsila para dar vida a esse papel e foi muito bonito estuda-lá por meio de leituras e também de pinturas. Além disso, conto com a sorte de sempre ter tido mulheres fortes ao meu redor. Meu primeiro trabalho profissional foi dirigido por uma mulher, o filme Mate-me Por Favor, por Anita Rocha da Silveira. Na verdade, refletindo, percebo que a maioria dos meus trabalhos teve mulheres na direção e produção. Além disso, tenho minha mãe e duas irmãs que me ensinam diariamente e fazem de mim quem sou. Em quais outros projetos o público poderá te ver este ano? As Polacas estreia nos cinemas no dia 14 de novembro. O Turista Aprendiz também tem previsão de estrear esse ano. Em 2025, já tenho projetos autorais em vista e estou animada para ‘colocá-los no mundo’. E nos momentos de lazer, o que gosta de fazer? Vou ao teatro e ao cinema toda semana, não consigo viver sem. Além disso adoro jogar beach tennis na praia com meus amigos e dar um mergulho no mar. Rolê tipicamente carioca! Curto muito gastronomia também, então quando tenho tempo, adoro fazer receitas diferentonas para minha família e conhecer restaurantes novos.