[[legacy_image_176117]] A diretora canadense Deborah Chow assumiu um desafio e tanto em seu mais novo trabalho: a minissérie Obi-Wan Kenobi, que chega ao Disney+ no dia 27. Afinal, a produção, que terá seis episódios, não só conta o que aconteceu com Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) entre os filmes Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith e Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança como também traz de volta o icônico Darth Vader (Hayden Christensen). Deborah já é uma figura, de certa forma, conhecida dos fãs da franquia, pois dirigiu alguns episódios da série The Mandalorian, do Disney+. Fora isso, em seu currículo, há outros trabalhos de peso, como a direção de episódios dos seriados Jessica Jones, Punho de Ferro, The Vampire Diaries, Mr. Robot, Reign, Fear The Walking Dead, Perdidos no Espaço, Better Call Saul e American Gods. Na entrevista, ela dá detalhes do desenvolvimento de Obi-Wan Kenobi. Qual é o ponto de partida da história da minissérie Obi-Wan Kenobi? A ideia consiste em mostrar o que aconteceu com o Obi-Wan entre o fim do filme Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith, quando ele sente uma dor imensa por achar que matou o Anakin (Skywalker), e o longa Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança, em que o Obi-Wan ressurge em paz. A minissérie se passa nesses 20 anos que separam os dois filmes. Espero que as pessoas, ao terminarem de ver os episódios, compreendam melhor o Obi-Wan como homem e não apenas como jedi. A minissérie também vai mostrar o Anakin já transformado, com a roupa de Darth Vader. Como foi resgatar um personagem tão significativo? O Vader é um dos personagens mais icônicos não só de Star Wars, mas da história do cinema. Trazê-lo de volta não é algo que acontece toda hora. Como a minissérie gira em torno do Obi-Wan, conforme ele olha para o passado e analisa as pessoas que se tornaram importantes na sua vida, é justamente aí que o Vader entra na história, para ajudar a narrar a jornada emocional do Obi-Wan. Durante o desenvolvimento do projeto, chegou um ponto em que concluímos que não teríamos como contar a saga do Obi-Wan sem colocarmos no roteiro o Anakin/Darth Vader. O Ewan McGregor não se limitou a interpretar o Obi-Wan. Ele também foi um dos produtores do projeto. O que achou de trabalhar com ele? O Ewan já estava envolvido com a minissérie desde antes de eu entrar na equipe. Além de ter sido a ponte entre os filmes e os episódios que rodamos, pois participou de todos os projetos, ele foi um parceiro criativo, que contribuiu desde o desenvolvimento e a leitura dos roteiros até a pré-produção e as filmagens. O Ewan possui uma percepção do Obi-Wan... Ele realmente sabe o que é melhor para o personagem. A minissérie pode ter continuidade? Realmente não temos o plano de fazer uma sequência. Sempre concebemos esse projeto como algo que teria começo, meio e fim. Se lá na frente houver algum interesse de produzir mais episódios, isso somente vai acontecer se tivermos outra grande história para contar, porque, quando se trata de personagens tão icônicos como o Obi-Wan e o Vader, você evita utilizá-los com frequência, para não correr o risco de desgastá-los ou de comprometer o seu legado. Você dirigiu alguns episódios do seriado The Mandalorian. Imaginava que o Grogu faria tanto sucesso?Ninguém da equipe esperava que a repercussão do Grogu seria tão extraordinária. Uma das coisas mais interessantes nesse trabalho foi ver que existem várias gerações de fãs de Star Wars. Há aqueles que cresceram com a trilogia original, outro grupo que pegou os prequels, a geração que se conectou com a franquia pela Rey e, agora, as crianças que estão crescendo com o Grogu. Cada um desses fãs possui uma relação diferente com Star Wars. Considera-se uma fã? Ao contrário de muitas pessoas, eu não tenho histórias de infância com a franquia. No entanto, sempre amei o gênero de fantasia e ficção científica. Foi isso que me levou até Star Wars. Mesmo assim, houve um momento, no início das filmagens, que pensei: “Meu Deus! É o Vader que está na minha frente!” Reparei que, para todos que trabalharam na minissérie, os personagens representam algo especial. Existe uma ligação emocional, pessoal, um amor genuíno. Quais são as suas fontes de inspiração enquanto diretora? Tenho várias. Histórias de faroeste, por exemplo. E como meu pai é chinês, cresci apreciando o cinema asiático. Amo o (Akira) Kurosawa e filmes de samurai. Um dos desafios que tive foi respeitar tudo que o George Lucas criou e, ao mesmo tempo, incluir um pouco da “minha voz”.