[[legacy_image_324924]] A pele é, de fato, o órgão mais exposto no verão. A dermatologista Fernanda Módolo, de Santos, fala sobre medidas simples, mas eficientes para manter rosto e corpo protegidos dos raios ultravioleta. “O uso do protetor solar é fundamental e já pode ser aplicado até mesmo em bebês, a partir dos seis meses de idade. O ideal são os filtros de amplo espectro, específicos para uso infantil, com proteção aos raios UVA e UVB e com fator de proteção solar, no mínimo, 30. No entanto, pessoas com a pele clara devem usar fator 50 ou 70, sempre aplicando o produto, no mínimo, 15 minutos antes da exposição ao sol, com reaplicação a cada 2 horas”. Mas, de acordo com a médica, a fotoproteção vai além do uso do filtro solar. “É necessário ainda usar barreiras físicas como chapéus, bonés, guarda-sol, óculos e roupas com tecido com proteção ultravioleta. Evitar o sol das 10h às 16h também impede queimaduras mais sérias”. A desidratação é comum no verão e pode provocar sintomas como dor de cabeça, tonturas, desmaio e febre. A dermatologista Fernanda Módolo recomenda a ingestão de dois a três litros de líquidos por dia para manter o corpo hidratado. Também é indicado usar um bom hidratante diário, que ajuda a manter a quantidade de água na pele. No banho, é importante evitar água em temperatura muito quente e usar sabonetes compatíveis com o tipo de pele, porém, sem excesso. “A água deve ser fria ou morna para evitar o ressecamento”. A combinação sol, areia, praia, piscina e excesso de suor eleva o risco de alguns problemas de pele. Entre os mais comuns, segundo a médica, estão micoses, brotoejas, manchas, sardas e acne. “Ninguém está livre disso, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos. Para evitar, a dica é usar roupas leves e soltas, não frequentar locais muito abafados e manter hábitos de higiene, secando bem todas as áreas do corpo após o banho”. Além de se prevenir quanto a queimaduras solares, desidratação, infecções e picadas de insetos, devemos ficar em alerta quanto aos riscos de acidentes com animais marinhos. Infelizmente, existem perigos ocultos na água que podem estragar as férias, especialmente das crianças. Um dos acidentes mais comuns no mar são causados por águas-vivas e caravelas. “O diagnóstico é clínico, mas o padrão linear do edema é muito sugestivo e vem acompanhado de dor aguda e intensa. Isso já ocorre no momento do contato e a vítima sai do mar com as marcas e a dor forte”. Quando isso acontece com alguém na praia, é aconselhável que todos saiam do mar. “Onde encontramos uma água-viva, geralmente há um enxame”. Entre os primeiros-socorros, a médica recomenda a aplicação de compressas de água do mar gelada. “Não urine na ferida nem lave com água doce, pois o PH da água é diferente e potencializa o efeito do veneno. Em seguida, deve-se realizar a remoção dos tentáculos aderidos à pele. O processo é feito de forma cuidadosa, preferencialmente com uso de pinça esterilizada, lâmina ou mão enluvada. Em seguida, o local deve ser lavado abundantemente com ácido acético a 5% (vinagre, por exemplo), sem esfregar a região acometida”. Para evitar picadas de água-viva, vale mergulhar sempre com um traje de proteção. “Ao nadar ou mergulhar em áreas onde há possibilidade de queimaduras de águas-vivas, use roupa de mergulho ou outra roupa de proteção. Considere também calçados protetivos, pois ainda podem ocorrer acidentes ao caminhar em águas rasas. Obtenha informações sobre as condições do local, conversando com salva-vidas, residentes locais ou autoridades do departamento de saúde local antes de nadar ou mergulhar em águas costeiras, especialmente em áreas onde as águas-vivas são comuns”. Boas férias!