[[legacy_image_272351]] Uma das coisas mais importantes que um tutor pode fazer pelo seu pet, além de dar muito amor e carinho, é assegurar que a saúde dele esteja em dia. A vacinação de cães e gatos desempenha um papel fundamental na garantia disso, sem falar que contribui diretamente para a proteção da saúde humana. Mas é comum que muitas dúvidas surjam sobre quando vacinar ou se há contraindicações, principalmente para tutores de primeira viagem. Por isso, separamos algumas dicas para garantir a saúde e o bem-estar do seu bichinho de estimação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a veterinária Tatiana Ariki, além de comprometer a vida do animal, a ausência de imunização também representa uma ameaça à saúde pública, uma vez que algumas doenças são zoonóticas, ou seja, podem ser transmitidas dos pets para os humanos (como a leptospirose e a raiva). “Os riscos associados à falta de vacinação são a contração de doenças graves, e várias delas podem ser incuráveis”, observa. ContraindicaçõesA vacinação dos bichinhos não possui contraindicações significativas, exceto pela restrição de idade para alguns imunizantes. Tatiana diz que, a partir dos 45 dias de vida, os pets já podem realizar a sua primeira vacinação. Entretanto, é necessário passar por um especialista antes de realizar a imunização. Só assim dá para observar todas as contraindicações e as necessidades do animalzinho. Já os reforços acontecem de acordo com a vacina. A antirrábica (imunizante contra a raiva), por exemplo, pode ser aplicada a partir do quarto mês de vida, em dose única, e depois reforçada anualmente. A veterinária ressalta que os animais devem estar saudáveis no momento da vacinação, pois a imunização pode não ser eficaz caso o pet esteja debilitado ou doente. “É igual a nós, humanos. Precisamos estar bem de saúde para podermos tomar uma vacina”. As disponíveisQuando se trata de vacinação em pets, Tatiana Ariki afirma que existem diferentes tipos de imunizantes disponíveis. Para cães, as vacinas V8 e V10 são as principais, oferecendo proteção contra várias doenças comuns, como cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa. Além disso, o imunizante contra a raiva é obrigatório em muitas regiões e desempenha um papel fundamental na prevenção dessa doença que, muitas vezes, pode ser letal. Já para os gatos, as vacinas V4 e V5 são as principais recomendadas, proporcionando proteção contra doenças como rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia e clamidiose. “Da mesma forma que para os cães, a vacinação contra a raiva também é essencial para os gatos”, explica a veterinária. Onde ir?Para a imunização, Tatiana afirma que os tutores devem levar os seus animais a uma clínica veterinária e consultar um profissional especializado para receber orientações sobre o calendário adequado para cada bichinho. “O veterinário irá avaliar se o pet está em condições de tomar a vacina”. É fundamental entender que a imunização não é um evento isolado, mas, sim, um processo contínuo ao longo da vida do animal. Os filhotes, por exemplo, recebem uma série de vacinas iniciais para construir sua imunidade e, em seguida, são necessários reforços anuais ou de acordo com o cronograma estabelecido pelo veterinário. Por isso, não deixe de agendar uma consulta com um profissional de confiança e garantir que seu pet receba todas as vacinas necessárias. Lembre-se de que esse é um ato de amor e responsabilidade, que protege não apenas nossos companheiros, mas também a saúde de todos ao redor.