[[legacy_image_257811]] Quem não gosta de relembrar bons momentos, não é mesmo? Ainda mais quando eles são acompanhados por lembranças ligadas a lugares, objetos e cores que nos marcam de uma forma especial. Apesar de essas memórias não aparecerem somente na quinta-feira, como indica o famoso #TBT (Throwback Thursday, em inglês, ou quinta-feira do retorno, da nostalgia, em tradução livre), existe um sentimento para lá de significativo nesse resgate, que tem conquistado arquitetos em todo o mundo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De modo geral, estamos falando da decoração vintage, uma referência que nos transporta para as décadas que compreendem os períodos de 1920 a 1950. Nos projetos arquitetônicos, ela é comumente observada em móveis e objetos decorativos antigos ou apenas restaurados que compõem layouts de diversos ambientes sem perder a sua essência original. A arquiteta Aiê Tombolato confessa ser uma grande admiradora desse estilo e o tem aplicado cada vez mais em suas composições. “Mais do que uma tendência para 2023, o vintage é um conceito que vem ganhando força, espaço e compreensão ao longo dos anos e, na minha opinião, ele vai seguir crescendo e ganhando mais lugar na decoração”. Afeto e consciênciaA especialista explica que os motivos para essa ascensão são muitos e variam de consciência ambiental até memória afetiva e uma certa sensação de nostalgia de tempos mais simples, em que a gente se sentia mais acolhido (mesmo que muitos de nós não tenham nem sequer vivido nesse período). Nesse estilo, a maioria das peças é trabalhada no seu material de origem – a madeira, o ferro e pinturas com mais textura, por exemplo. A profissional complementa: “Todos esses elementos remetem à natureza, então compõem perfeitamente com cores como verde, terracota e os crus naturais”. Da mesma maneira, composições de padrões de estampas também funcionam muito bem. Pode-se apostar em florais, listras e xadrez à vontade! Pequenos detalhesPoucas pessoas sabem, mas o estilo vintage é conquistado mesmo em pequenos detalhes. Desde relógios até mesas e poltronas que compõem um espaço. Isso se intensifica se o móvel for antigo e remeter a uma história da família. Grande parte do mobiliário vintage é feito à mão e esse cuidado proporciona mais qualidade e acabamento. Sem contar a durabilidade, que costuma ser maior em relação aos móveis produzidos em massa, em larga escala. Uma outra dica recomendada pela arquiteta é abusar dos papéis de parede, que foram muito populares na década de 1950 e estão voltando com tudo. De acordo com Aiê Tombolato, vale apostar nas estampas florais ou, então, em tons pastel. A profissional indica: abuse de objetos antigos como abajures, máquinas de escrever, relógios de parede, vitrolas, telefones e rádios que lembram o passado e proporcionam ao ambiente uma decoração bem parecida com a que utilizávamos nas décadas anteriores. Os livros, dispostos em estantes ou mesas de centro, também são muito bem-vindos. E lembre-se: quanto mais clássico e antigo, melhor; e se o livro estiver meio surrado, não tem problema! Não existe nada mais vintage do que esses detalhes. Por fim, peças interessantes para serem somadas à decoração vintage de qualquer ambiente são as mobílias com pés palitos, que, apesar de parecerem atuais, são uma tendência que esteve forte em períodos passados. Para a arquiteta, é possível até adaptar e deixar mais modernos esses itens, conforme o gosto do morador e a proposta do ambiente.