[[legacy_image_344603]] Ainda está fresquinho na memória do público o divertido Natercinho, personagem de Daniel Rocha em Terra e Paixão. Em um triângulo amoroso com Tatá Wernek e Rainer Cadete, eles deram o tom cômico à trama repleta de vilania. Daniel estreou em novelas em um fenômeno, que foi Avenida Brasil (2011), na qual deu vida ao o personagem Roni e recebeu alguns prêmios pela atuação. Desde então, tem trabalhado bastante tanto em folhetins para TV Globo como em produções para streming e cinema. Daniel interpretou o boxeador Popó na série Irmãos Freitas (Prime), fez Spectros (Netflix) e Vale dos Esquecidos (HBO Max). No cinema, atuou em longas como Sequestro Relâmpago, Eu sou brasileiro, Recife Assombrado, A Queda, Doutor Gama, Quem vai ficar com Mário e e O Mestre da Fumaça - ganhador do Prêmio do Público de Melhor Ficção Brasileira na 49ª Mostra de Cinema de São Paulo. Agora, pode ser visto em Luz, série infantojuvenil da Netlfix onde faz um professor de Biologia. “Marcos é muito diferente de tudo o que já fiz. O segredo foi ser mais criança do que as crianças do elenco”, contou na entrevista abaixo. Você retornou às novelas, depois de sete anos, em Terra e paixão, um folhetim de muito sucesso. Como foi estar de volta ao gênero e em uma produção já na metade e em um papel com um toque cômico e ainda ao lado da Tatá Wernek? Foi lindo voltar à teledramaturgia em uma novela tão querida pelo público, como foi Terra e Paixão. Eu entrei já na da metade da novela, e foi incrível como todo o elenco me recebeu de braços abertos. Todos já se conheciam, já dominavam aquele universo, mesmo assim foram muito generosos. Tatá é uma gênia, foi sensacional poder estar em cena com uma atriz tão espontânea e talentosa. Encontrar a comicidade do Natercinho dentro da ingenuidade dele foi um desafio, e encontrei um lugar cômico como ator. Foi um presente. Você é acostumado a fazer trabalhos de muito alcance, já que estreou numa das novelas de maior sucesso da história que é Avenida Brasil. É diferente trabalhar para streaming, um meio que tem gerado muitos trabalhos para o meio artístico? Nada no Brasil irá se comparar com Avenida Brasil, que foi um sucesso estrondoso, um momento único na história da teledramaturgia brasileira, e não tenho palavras para expressar o quanto foi importante para mim. O streaming é um caminho de difusão audiovisual que anda junto com a televisão. É importante que as pessoas entendam que um não substituirá o outro. São linguagens diferentes, e a TV no Brasil alcança quase 100% das cidades brasileiras, e em um país tão desigual como o nosso, é a única fonte de entretenimento da maioria. Sua última estreia foi Luz, que é diferente do que você costuma fazer já que é infantil. Curtiu essa experiência? Pretende fazer mais papéis nesse gênero? É só me chamarem. Então, sim! Marcos é muito diferente de tudo o que já fiz. O segredo foi ser mais criança do que as crianças do elenco. Muitas vezes elas falavam: “Daniel, você é mais crianção que a gente!” Ali eu sabia que seria um sucesso, como está sendo, de crítica, e na lista dos mais assistidos em diversos países. Luz traz a estreia da Netflix Brasil no infanto-juvenil, que é um gênero que só irá crescer, com grandes histórias que ainda serão contadas. Ao mesmo tempo, você também estrela um outro lançamento que é O Mestre da Fumaça, de lutas marciais mas com um roteiro inusitado. São dois trabalhos bem diferentes e na mesma plataforma. Como faz para separar as preparações e se dedicar também aos lançamentos? O trabalho do ator é sobretudo separar a vida de vários personagens. Somente essa profissão me permite viver um Professor de Biologia em uma série infantojuvenil e um personagem que carrega uma maldição milenar em O Mestre da Fumaça. O filme foi gravado bem antes da série, fez muito sucesso em festivais internacionais, levou o prêmio do público da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Esse tempo entre um trabalho e outro me permite sempre estar focado no meu próximo personagem. Agora, você irá filmar o longa de terror Recife assombrado 2. Como tem sido a preparação e o que podemos esperar do filme e do seu papel? Vou revisitar o protagonista do primeiro filme. O protagonismo nesse é feminino, da Vitória. Eu amo o Cinema de Recife, e como eles trouxeram a cidade como um personagem sobrenatural no primeiro longa. O filme é independente e isso traz possibilidades de reconstruir esse personagem, com muita proximidade com o diretor. É cinema de arte. E podemos até esperar um terceiro! O Cinema independente sempre depende de muito tempo para acontecer, então é será muito feliz ver o público lotando as salas de cinema! E tem mais projetos para 2024? Posso dizer que estou ansioso para que Luz tenha uma segunda temporada. Gravo no Recife e estou investindo em projetos autorais. Voltarei aos palcos depois de bastante tempo, e venho trabalhando em projetos criados e escritos por mim, onde também irei atuar.