[[legacy_image_294239]] Os laços entre humanos e seus animais de estimação vão além do carinho e da diversão. Seja um filhote cheio de energia ou um bichinho de mais idade, cuidar da saúde do pet é uma responsabilidade, algo que exige atenção especial. Você já se perguntou como pode garantir que seu companheiro de quatro patas esteja protegido de diversas doenças? Para isso, é preciso tomar alguns cuidados para fortalecer seu sistema imunológico. De acordo com o veterinário Eduardo Filetti, de Santos, tanto os animais mais jovens quanto os idosos se mostram mais propensos a ter uma imunidade baixa, porque os pets mais novos ainda apresentam um sistema imunológico em formação, tendo menos resistência aos vírus, bactérias e parasitas existentes. Já no caso dos bichinhos de mais idade, o corpo deles não costuma absorver mais tanta proteína e muitos têm doenças como diabetes e insuficiência renal, que comprometem assim a sua imunidade. Nutrição balanceadaAssim como nos humanos, a chave para o animal de estimação contar com uma imunidade forte, em um primeiro momento, está na sua alimentação. Consultar o veterinário para montar uma dieta equilibrada, rica em proteínas, fibras, vitaminas e minerais, é essencial nessa hora. “Uma alimentação que não tem uma quantidade certa de proteínas ou de vitaminas, sais minerais e gorduras também pode causar uma resistência baixa nos pets”, explica Eduardo Filetti. Atividade físicaO exercício físico não apenas mantém o bichinho em forma como também contribui para uma melhor imunidade. Passeios diários, brincadeiras e até mesmo treinos simples podem manter o coração do animal saudável e seu sistema imunológico em dia. Para os cães, caminhadas e corridas moderadas são ideais, sempre nos horários mais frescos, como pela manhã e no final da tarde. No entanto, Eduardo Filetti alerta que o excesso de exercício sem uma nutrição adequada pode enfraquecer o sistema imuno-lógico do pet. No caso dos felinos, a preparação ambiental é a grande sacada. “Essa atividade consiste em colocar objetos para o gato subir, pôr comida em lugares altos para ele ser ‘obrigado’ a subir para se alimentar, lógico, com conforto”, afirma o veterinário. Estimular o gato a brincar com a bolinha é outro exercício bom. Quando se deve procurar ajuda“O excesso de queda de pelo pode ser um sinal (de que a saúde do pet não anda bem)”, alerta o veterinário Eduardo Filetti. Ele acrescenta que, quando o animal de estimação apresenta infecções repetitivas, ou seja, toda hora ele tem uma otite (inflamação de ouvido), gripes, resfriados ou infecções intestinais, isso também pode sinalizar que sua imunidade esteja baixa. Um dos sinais mais visíveis é a secreção ocular, a famosa “remela”. “Sempre observe se seu bichinho acumula muita secreção ocular, pois pode ser um indício de baixa imunidade”. Além disso, alguns animais possuem predisposição genética para ficar com uma imunidade mais baixa desde o nascimento. Ainda segundo Filetti, o pet que vive em más condições de higiene corre grande risco de sua saúde ser impactada por isso. Banhos regulares e cuidados com a higiene, como limpeza de orelhas e escovação de dentes, não apenas mantêm o seu amigo de quatro patas cheiroso como afastam infecções e problemas de pele que podem comprometer o seu sistema imunológico. Garantir um ambiente limpo e seguro em casa é fundamental. Portanto, livre-se de substâncias tóxicas que ficam ao alcance do animal e mantenha a área de convivência limpa, proporcionando, inclusive, um espaço confortável para o descanso. E lembre-se: as consultas regulares ao veterinário não devem ser negligenciadas, assim como o cronograma de vacinação do bichinho precisa ser respeitado e observado com frequência. Outro ponto importante: procure realizar exames de rotina no pet, já que eles ajudam a identificar problemas de saúde antes que se agravem.