[[legacy_image_260600]] Os jogos de videogame vêm se tornando, cada vez mais, uma opção promissora de carreira e formação. De acordo com pesquisa divulgada pelo SX Group e Go Gamers, em parceria com a Blend New Research e ESPM, 58,3% dos gamers acreditam que o setor de jogos eletrônicos no País oferece boas oportunidades profissionais. Basta ver que essa indústria costuma contratar para vagas ligadas a programação, design gráfico, animação, roteiro, dublagem e produção de conteúdo. Além disso, os e-sports, competições profissionais de jogos eletrônicos, também têm se destacado como uma opção de carreira. O Brasil já conta com jogadores e equipes profissionais, como a Loud (dos games Free Fire, Valorant e League of Legends) e a Furia (de CS:GO e Valorant), que disputam campeonatos nacionais e internacionais e movimentam milhões de reais em prêmios. “A área de games é bastante ampla. Trata-se de uma carreira com excelentes oportunidades e que está em crescimento. Ela avançou até mesmo durante a pandemia”, afirma a professora do curso de Jogos Digitais da Universidade São Judas Tadeu, Erica Lopes. Para ela, o mais interessante dessa indústria é que ela não possui limites e envolve empresas de todos os portes. “Os simuladores de voo, por exemplo, são desenvolvidos por profissionais da nossa área. Os pilotos de helicóptero e avião se preparam nos simuladores antes de irem para o equipamento real”. Já na área da saúde, Erica conta que os jogos digitais estão sendo desenvolvidos para auxiliar em sessões de fisioterapia e até mesmo em aplicações de injeções em crianças. [[legacy_image_260601]] Preconceito e falta de valorização são desafios a vencer no BrasilMesmo com o crescimento do mercado de games e a oferta de várias oportunidades, o Brasil ainda peca quando o assunto é a valorização da indústria de jogos. “Em comparação com países de peso no setor, como os Estados Unidos, a gente tem uma defasagem de tempo em relação à carreira, justamente por causa do preconceito de se achar que os games são apenas de entretenimento”, afirma o coordenador do curso de Jogos Digitais da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Marcos Nardi. Ele acredita que, em um futuro muito próximo, teremos esses jogos sendo ainda mais utilizados na área empresarial. “A gente já vem quebrando esse ‘preconceito’ em alguns segmentos, como no de simuladores de voo que os pilotos de aviões e helicópteros utilizam antes de pilotarem uma aeronave de verdade”, arremata o coordenador.