[[legacy_image_292262]] A Secretaria Estadual de Saúde registrou, de janeiro a junho deste ano, um aumento de 20,2% no número de casos de acidente vascular cerebral (AVC) em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2023, foram 219,4 mil atendimentos ambulatoriais e internações, enquanto que, em 2022, houve 182,4 mil. Segundo o neurorradiologista José Guilherme Caldas, vice-diretor do corpo clínico do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), os dados são alarmantes e, “para que tenhamos ações efetivas, deve-se aumentar a conscientização da população sobre o que é a doença e os seus impactos negativos”. O AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia daquela área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. O problema acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. O rápido atendimento logo nas primeiras horas após o início dos sintomas se mostra decisivo para a evolução do quadro. Portanto, é importantíssimo saber quais são os sinais que o corpo dá e que ajudam a identificar o acidente vascular cerebral. Entre eles estão: - Sentir uma fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em apenas um lado do corpo; - Apresentar confusão mental; - Ter alteração da fala ou da compreensão; - Perceber uma modificação na visão (em um ou em ambos os olhos); - Notar que houve uma alteração de equilíbrio, coordenação, tontura ou mudança na forma de andar, além de perda de força muscular, dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente. Diferentes tiposO AVC, que ocorre quando há uma modificação na circulação sanguínea do cérebro, pode ser isquêmico – quando um vaso sanguíneo fica bloqueado por um coágulo ou trombo. Esse é o tipo mais comum, correspondendo a 85% dos casos. Mas também há o AVC hemorrágico – quando a artéria se rompe e o sangue extravasa. Mais de 50% das pessoas que sobrevivem a ele não retornam ao trabalho devido às sequelas.